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ASSASSINATOS EM PÔR-DO-SOL (Romance)



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Quinta-feira , 26 de Março de 2009


Olá queridos leitores!

Olá queridos leitores!

 


 

Peço desculpa pela demora, para postar o V capítulo, mas esta ae...

Com este capitulo termino de expor todos os principais personagens desse livro, exceto a Laine que chegara no próximo capítulo.

Posso dizer  que o assassino já esta no meio de nós, ou será que sempre esteve?

A meu ver todos neste livro são capazes de matar, pq acredito que todos somos assassinos em potencia (leia no final desse blog um texto meu sobre esse tema).

O importante é frisar o que leva uma pessoa a matar? Deveras, ainda é cedo para apontar algum suspeito...


 No próximo capítulo acontecera o primeiro assassinato e o assassino tomara forma e recebera um nome...

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    Josué da silva

     

    Escrito por Josue da Silva às 11h20
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    V Capítulo

     

    ASSASSINATOS EM PÔR-DO-SOL

     

    V CAPÍTULO

     


     


    Amanhã será um novo dia...

     

    É muito difícil definir o longínquo futuro de uma cidade em pleno desenvolvimento, como Pôr-do-Sol, mas, tudo indica que essa cidade será conhecida como a “cidade dos magnatas”. Recentemente um jogador de futebol europeu de renome anunciou que construirá uma mansão de férias, muito dizem que esta comprando uma das mais belas montanhas de Pôr-do-Sol.

             Muitos protestaram principalmente os mais conservadores, mas nada pode mais ser feito pra reter esse crescimento. Enquanto uns reclamam e protestam, outros lucram com todo esse movimento de turistas, porque começaram a lotar hotéis fazenda e pousadas, que conseqüentemente, começaram a se multiplicar, só nesse mês duas pousadas já foram inauguradas.

             Com o volume de pessoas estranhas na cidade, o delegado Torrez de Mello resolveu intensificar as rondas durante todo o dia e noite, o delegado peito de aço, não tolera nem ladrões de galinha, ele é implacável e impiedoso.

             A delegacia era pequena, existia apenas uma cela individual, e uma que maior que cabia no máximo 6 detentos, na frente uma escrivaninha velha toda riscada e uma cadeira, quatros cadeira de madeira antiga, passando pela recepção encontramos a sala do escrivão, ao lado um banheiro em seguida a sala do delegado que foi reformada para recebê-lo, na seqüência uma cozinha minúscula seguindo mais a frente uma enorme porta de ferro, que levava a carceragem. Sentado com os pés em cima da mesa, para aliviar as dores, Dr. Torrez de Mello, recebeu um telefonema, que o deixou furioso. Chamou Antunes que era o escrivão:

    - Venha cá– disse quase gritando

    Não demorou 15 segundos para Antunes chegar à sala do chefe. Um tanto quanto amedrontado.

    - Aconteceu alguma coisa chefe? – perguntou o pobre homem ofegante.

    - Sabe quem acabou de ligar pra mim? – perguntou o delegado, olhando o telefone ainda fora do gancho.

    - Não tenho a mínima idéia – respondeu de olho fixo no Dr. Torrez de Mello. Tanto medo assim, era justificado. Antunes adorava tranzar com menininhas novas, era sua tara, em sua mente logo pensou que era uma denuncia referente à sua má conduta, sabia que o delegado fazia coisas piores, mas, nunca ousou a questionar, porém, nenhum dos seus policias podiam envolver em escândalos, tudo pode fazer desde que, seja bem feito, era o aviso, e agora ali na frente do todo poderoso, as pernas de Antunes tremiam, pois sabia que esse era impiedoso com todos que o desrespeitassem.

    - O Brigadeiro Gomes Cezar – disse olhando para a bandeira de Pôr-do-Sol, num canto escuro da sala.

    - O que ele quer? – perguntou com tremores incontroláveis nas pernas.

    - Ouve uma reclamação, contra minha pessoa, de uma senhora chamada Sandra Regina Cardoso, entretanto – continuou com um sorriso maligno no rosto – o Brigadeiro é meu amigo e não passou adiante a denuncia.

    Completamente aliviado, Antunes pergunta:

    - Quem é esta mulher?

    - Uma puta velha, que precisa de uma lição - disse encostando em sua enorme cadeira de couro, e passando a mão suavemente em seu rosto com barba de várias semanas.

     

    Escrito por Josue da Silva às 10h44
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    V Capítulo (parte 2)

     

    ASSASSINATOS EM PÔR-DO-SOL

     

    V CAPÍTULO

    2º parte

     


     

     

    O sol tentava se destacar entre as nuvens, mas essas insistiam em cobri-lo, um vento fresco e revitalizador sobrava constantemente, muitos pássaros cantavam suas lindas melodias que encantavam os pacientes que estavam em tratamento nos vários hospitais de Pôr-do-Sol.

    Neste inicio de tarde, Vinicius, D. Ana Ferreira socorria as pressas seu Ricardo que jazia inconsciente, quanto chegaram a sua casa, D. Jove com o terço na mão rezava para que nossa senhora ajudasse seu marido.

    Logo, D. Regiane e Marcos chegaram, e não demorou muito para que uma multidão lotasse a pequena rua onde a família dos Andes moravam.

    Com rapidez e eficiência colocaram seu Ricardo no carro de D. Ana ferreira, Vinícius foi dirigindo, pois conhecia bem a estrada, sua mãe foi à frente a trás foi seu Ricardo inconsciente, sua mulher e D. Regiane que tentava sem sucesso fazer massagens cardíacas. De Pôr-do-Sol a Florestal levava poucos mais de 30 minutos Vinicius fez em 20 min.

    Seu Ricardo já passava dos 75 anos, e seu estado era crítico, teve um inicio de infarto, e segundo os médicos um derrame era fatal, foi direto para U.T. I, medicado e inconsciente seu estado era gravíssimo.

    D. Jove quis ficar ao lado do seu marido, os outros voltaram para Pôr-do-Sol, D. Regiane voltaria em seguida para trazer roupas e se ofereceu para ficar com o seu Ricardo, D. Jove não aceitou a segunda idéia, a primeira ela assentiu.

    Quando chegaram, uma enorme multidão esperava D. Ana e companhia em seu estabelecimento, dentro do carro ela disse:

    - Veja como esses velhinhos são queridos, filho leve D. Regiane e marcos até a casa deles.

    - Muito obrigado – agradeceu D. Regiane

    - Se quiseres o carro emprestado...

    -Não. Não há necessidade vamos com nosso – disse D. Regiane.

    D. Ana apenas sorriu.

    Saindo do carro várias pessoas vieram até a dona do mercado para saber mais detalhes, e com ar de superioridade ela pediu silêncio e disse em altos brados.

    - Vou dizer bem alto pra todos escutarem. Seu Ricardo não esta nada bem, deixamos ele agora na U.T.I e seu estado é grave, ele sofreu um infarto. O que podemos pedir pra vocês nesse momento de dor é que rezem por ele – disse isso conversou com mais duas ou três pessoas e se retirou para sua casa, deu um sinal para Vinicius para que fechasse o mercado.

    Quando chegou a sua casa no sobrado, lá estava D, Ricardina, amiga inseparável de D. Ana.

    - Escutei o que você disse Ana, coitado de seu Ricardo.

    É grave mesmo – disse pegando uma jarra verde de vidro da geladeira sentou a mesa encheu o copo com água gelada e tomou vagarosamente – e digo uma coisa rica, Laine vai ter que voltar, alias vou ligar pra ela agora.

     

    Escrito por Josue da Silva às 10h38
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    V Capítulo (parte 3)

     

    ASSASSINATOS EM PÔR-DO-SOL

     

    V CAPÍTULO

     

     

    3º parte

     

     

    Depois de ter olhado a Igreja por dentro, Pe. Paulo Henrique deu a volta e tocou a companhia da casa paroquial duas vezes até que o padre Roque veio atender:

    - Pois não?

    - o Srº. Deve ser o Padre Roque, meu nome é Padre Paulo Henrique Valim.

    - Oh! Meu Deus! Você é o meu substituto, mas o Srº nem me avisou – disse abraçando o jovem padre - seja bem vindo filho, seja bem vindo.

    - Obrigado Padre, mas não precisa se desculpar aproveitei e conheci um pouco a igreja – disse o jovem padre num sorriso encantador.

    - Mas entre padre, entre vamos tomar um café e vamos experimentar um bolo muito comum aqui em Pôr-do-Sol, tenho certeza que você vai adorar – disse padre Roque, abrindo a frente para o novo pároco da cidade adentrar.

    Na mesa da cozinha os dois padres conversavam a primeira impressão é a que fica, não podia ser a melhor, um homem jovem, mas com uma educação invejável, um homem de fisionomias seria, aspirava responsabilidade, “era tudo que Pôr-do-Sol estava precisando”, pensou o velho e cansado sacerdote.

    Enquanto o novo morador contava suas historia seminarística Padre Roque pensava “Como Deus é bondoso, não podia ter enviado outro padre pra cá, era um homem assim que a cidade esta precisando, um novo ardor, um jovem” Padre Roque fez algumas perguntas no qual foram respondidas com equilíbrio e racionalidade isso o deixou muito admirado. Mas o amor que tem a igreja foi o que marcou essa primeira conversa.

     Depois de tantos anos agora o velho sacerdote ia dormir tranqüilo, a paróquia do Cristo Redentor estava em boas mãos. Antes de mostrar a casa e o quarto ao novo Pároco, Padre Roque perguntou:

    - O Srº. Trouxe a carta de apresentação com o selo episcopal e assinatura do bispo?

    - Ah! Sim trouxe - e abrindo uma valise que estava ao chão próximo a seus pés, retirou um envelope branco de tamanho médio, bem na frente onde colocamos o remetente, estava o selo de Dom Rainer Strazza, bispo metropolitano de Florestal – aqui esta.

    - Muito bem – disse pegando o envelope – vamos, vou mostrar vosso quarto deve estar muito cansado.

     

    Enquanto isso em uma rua, próximo ao cemitério municipal, Dr. Trorrez de Mello orientava seus capangas.

    - O trabalho de vocês é simples, apenas façam isso, sejam discretos e eficientes, a recompensa será bem generosa, entenderam? – perguntou o Delegado para os homens que o escutavam atentamente.

    - Claro Dr. Não vamos decepcionar.

    - É bom mesmo, depois do serviço feito, o dinheiro estará disponível no bar do Juca, procure-o e diga essa senha “Vim para o enterro da puta velha” e receberás o combinado. Agora vão e façam o serviço – ordenou o delegado entrando em sua picape. Ficou um instante em silencio, deu a partida e saiu cantando pneus.

     

    Escrito por Josue da Silva às 10h24
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    V Capítulo (parte 4)

     

    ASSASSINATOS EM PÔR-DO-SOL

     

    V CAPÍTULO

    4º parte

     


     

    A lua no infinito brilhava como um diamante, a noite estava clara e quente, muitas pessoas conversavam nas varandas, nas praças, o assunto do momento, eram a chegada do padre novo e a doença do seu Ricardo dos Andes, sendo que este chamava mais atenção da crescente população de Pôr-do-Sol.

     Depois de algumas horas de descanso Padre Paulo foi até ao simples escritório do pároco, consistia apenas de uma mesa com uma poltrona destinada ao páraco e duas cadeiras aos visitantes, uma lareira que no momento estava apagada, e do lado direito um divã e mais uma poltrona, nas paredes um quadro da Santa Ceia, e em destaque um imenso quadro do Santo Padre o Papa e outro menor com a foto do atual bispo, e outro com a foto de Padre Roque, na ocasião dos seus 50 anos de sacerdócio.

    Nesta sala entrou os dois entraram, Pe. Roque ainda pároco sentou no lugar que a mais de 50 anos foi destinada a ele, o seu futuro substituto sentou-se a sua frente.

    - Filho preciso conhecer-te um pouco, gostei muito da carta dos seus superiores e os elogios que o senhor bispo fez a sua pessoa, de fato o senhor sempre foi destaque nos seus estudos.

    - Sempre dei o melhor de mim, sou eternamente grato a Igreja Católica por tudo que fez por mim, sou tão grato que entreguei a ela minha própria vida – disse o jovem padre com uma determinação na voz que arrepiou o velho sacerdote.

    - É o senhor me impressiona, vejo em seus olhos muita sinceridade, Deus te abençoe que o tempo não mude seu modo de pensar. No seminário é uma realidade, e na vida real é outra, pois bem. Quantos anos têm?

    - 27 anos.

    - Nossa, onde estão meus 27 anos – riu tomando um comprimido que trazia sempre consigo, com um copa de água – tens quase 4 meses de sacerdócio, o senhor acha que tem condições de assumir uma paróquia?

    - Sim. Tenho. É meu sonho e me preparei por 12 anos para isso.

    - Sim. Mas repito a teoria é bem diferente da prática – alertou o experiente padre. Pôr-do-Sol, em pouco tempo será uma grande cidade, seu dever, como foi o meu é zelar para que a fé em Deus e a fidelidade a Santa Madre Igreja, continue firmes no coração desse querido povo, tens consciência disto?

    - Sim. Plena consciência.

    - O senhor será um bom padre, que Deus e nossa senhora de abençoe. Mais uma coisa padre – disse se ajeitando na cadeira e limpando a garganta.

    - Desculpe-me perguntar, o senhor é um jovem bonito e muito simpático, quero que me responda com sinceridade, filho. Você tem problemas com a sexualidade?

    - Não padre – disse meio sem jeito – não tenho, recebi durante 12 anos instruções suficientes para que eu soubesse me conhecer e dominar meus instintos – disse num tom mais que serio.

    - sim, claro, desculpe-me de perguntar é meu dever conhecê-lo.

    -Fique a vontade padre, não tenho nada para esconder – disse encostando na dura cadeira que foi destinada a ele.

     

    Escrito por Josue da Silva às 10h20
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    V Capítulo (parte 5)

     

    ASSASSINATOS EM PÔR-DO-SOL

     

    V CAPÍTULO

     

     

    5º parte

     


    -Fale-me de sua família filho?

    Essa pergunta pegou-o desprevenido. Quanto tempo que não pensava neles. Família? Qual família? O que era mesmo uma família? Pelo que sabia seu pai já tinha falecido há anos e sua mãe deveria estar num asilo qualquer desse imenso Brasil. Seus sete irmãos? Nunca mais ouviu falar deles, apesar que duvide se eles sabem de sua existência, talvez nem sabe que na família Valim existe uma oitava pessoa, exceto dois.

    Nunca mais os procurou. Foi rejeitado pela mãe e pelo pai e pelo menos 5 de seus irmãos, tantos anos se passaram e ainda conseguia lembrar dos maus tratos que sofreu, são cicatrizes que nunca vão sumir do seu coração. Lembra com nitidez, apesar de sua pouca idade na época, quando seu irmão mais velho o procurava a noite em sua cama, “maldito eu tinha apenas 6 anos”.

    Seu coração começou a bater mais forte, essas lembranças o machucava há anos, quando ia se livrar delas? Sua vida só mudou quando padre Basílio Vernes, o adotou. Quando o padre decidiu ajudar aquela família, Paulo Henrique era o mais novo e sofria com os maus tratos entrou com conselho tutelar e conseguiu mandar o menino para o Seminário Menor Menino Jesus. Para o garoto era como se tivesse tirado do inferno e posto no céu. E assim passaram-se longos 12 anos de estudos filosóficos e teológicos, mais alguns cursos até que o Sr. Bispo lhe achou preparado para o sacerdócio.

    Agora esta prestes a receber um enorme rebanho, uma responsabilidade que o assusta mais, desafios é o que sempre deve e sempre os enfrentou-os, pois acreditava que Deus sempre o ajudaria.

    - Padre Paulo? Padre Paulo? – chamava o velho sacerdote

    - Sim – viajei um pouco agora para o passado - riu sem jeito.

             - Estas se sentindo bem?

             - Claro, pode continuar.

    - Pois bem. Fale-me de sua família filho?

    - Minha família foi uma benção de Deus na minha vida. Meu pai e minha já são falecidos, sou filho único, por isso padre minha família agora é a Santa Igreja Católica – Mentiu o jovem sacerdote.

    - Que bom meu filho, pois a família é base da nossa vida. De minha família só vive eu, mas apesar dos meus anos vividos ainda sinto saudade de mamãe e de papai, eles são os exemplos de vida pra mim.

    - Compreendo, meus queridos pais são o sustentáculos da minha vida também. Eles também fazem muita falta na minha vida – mentiu o padre, olhando o imenso relógio na parede, Pe Roque notou e disse:

    - Muito bem filho já é tarde, vamos dormir. Vamos rezar os salmos?

    - Sim. Só vou a cozinha tomar um pouco d’água. Já o encontro na capela.

    Padre Roque muito satisfeito com seu sucessor, assentiu com um suave acena com a cabeça.

    Após a oração que não passou de 30 minutos, Padre Paulo Henrique foi para seu quarto muito preocupado. Trancou a porta com chave e começou a bater suavemente a cabeça na parede:

    - Meu Deus me ajude, me ajude nesta nova fase tão importante na minha vida, que meu maldito passado não volte a me atormentar.

     

    Escrito por Josue da Silva às 10h13
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    V Capítulo (parte6)

     

    ASSASSINATOS EM PÔR-DO-SOL

     

    V CAPÍTULO

     

     

    6º parte

     

     

     


     

    Ficou por uns instante divagando com a cabeça na porta, depois começou a se despir, tinha um corpo esbelto, como sempre fez musculação na seminário isso lhe rendeu um corpo invejado por muitos, porém a beleza de seu corpo era ofuscadas por cicatrizes espalhadas nas suas costas e no seu peito, umas pequenas outras grandes, conscientemente ele não lembrava como conseguiu aquelas cicatrizas, quando alguém perguntava ele sempre dizia que sempre curtiu esportes radicais, e isso são as conseqüências.

    Completamente nu, dirigiu-se para o banheiro e deixou a água quente percorrer todo seu corpo, isso era muito prazeroso, com os olhos fechados ele se deliciava. Depois desligou o chuveiro pegou uma tolha branca e começou a se secar derrepente  vê sua imagem  embaçada refletida  no espelho, pára por um instantes e o contempla:

    - Amanhã será um novo dia.

    Veste uma cueca samba canção azul escuro e vai direto pra cama e logo adormece pensando em sua nova casa.

     

     

    Escrito por Josue da Silva às 10h08
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    V Capítulo (parte 7)

     

    ASSASSINATOS EM PÔR-DO-SOL

     

    V CAPÍTULO

     


     

     

    7º parte

      

    Já passava das 6 horas da manhã, na casa de Madame Sandra Regina, era fim de noite, as cadeiras já estavam em cima das mesas e os últimos clientes já estava se retirando. A proprietária muito satisfeita àquela noite teve um movimento muito bom, enquanto fechava o caixa escutou dois carros chegarem em alta velocidade na seqüência repetidas batidas de portas.

    - Mas quem será essa hora?

    Derrepente quatro homens entram estabelecimento a dentro.

    - Ola senhores o que desejam? – perguntou a madame Caminhando em direção aos homens.

    - Todos as putas vão pra aquele canto agora? - Ordenou um homem barbudo fumando um enorme baseado.

    - Quem é você e pare de dar ordens em minha casa, ponha-se daqui pra fora, antes que eu chame a policia – disse assumindo uma expressão seria.

    O grandalhão sorriu ironicamente, num movimento rápido e preciso tirou uma pistola automática da cintura e disparou várias vezes contra as garrafas de bebidas expostas em prateleiras.

    Com os barulhos dos tiros, houve um pânico total na sala as meninas começaram a chorar, e a gritarem, mas Madame Sandra Regina permaneceu estática o tempo todo.

    - Cala a boca, puta chefe, e faça que eu mando, que ninguém aqui vai se ferir – aproximando-se mais da madame gritou – vão para aquele maldito canto agora – e deu mais dois tiros na TV que estava ligada em cima do balcão onde servia bebidas, mais gritaria das mulheres se ouvia.

    Vendo a gravidade do caso. Madame já assumindo um apostara de medo disse  com a voz tremula ainda com o rosto próximo ao do homem barbudo.

    - O que vocês querem não temos dinheiro... - sem esperar o homem desencilhou um tapa tão forte que a madame foi ao chão desacordada.

    - Não queremos dinheiro, que nos mandou aqui já nos deu o suficiente, com sinal, outro com estatura baixa mais muito forte pegou a madame pelo braço e puxou até o canto da salão onde todas as outras correram envolta dela, voltando a lucidez sentada no chão toda despenteada disse:

    - Meninas façam o que eles querem – disse numa voz baixa e tremula – todas obedeceram, estavam chocadas de medo, o pânico aumentou quando dois homens com tacos de beisebol nas mãos e dois homens com machados entraram. As meninas começaram a chorar, madame Sandra Regina tentava abraçar a todas como um galinha abraça seus pintainhos.

    - Fique calma meninas, não vamos reagir, não podemos.

    - Pessoal façam o serviço, quebrem tudo, não deixe nada de pé nessa pocilga.

    Assim fizeram. Quebraram tudo, destruíram sofás, mesas e cadeiras a machadadas, quebraram vidraças, o homem com o machado se encarregou de danificar o máximo que pode as paredes do salão, o outro foi para a cozinha e começou a bater na porta da geladeira e dos frízeres quebrando todas as bebidas que estavam no seu interior, as caixas de som novas, foram, completamente destruídas.

    Quando deram por satisfeitos, o homem barbudo dito chefe, foi até as mulheres com a automática em punho, pegou a madame pelos cabelos e colocou a arma no meio de sua testa e disse entre os choros histéricos da mulheres.

    - Escuta cona velha, bem que poderia estourar seus miolos, mas, por sorte não recebi essa ordem, mas poderei fazer isso se continuar se intrometendo na vida do delegado Dr. Torrez de Mello, sua vida será bem mais curta, você me entendeu? Fale alto velha cona!

    - Sim entendi – disse em meios as lágrimas

    - Ótimo, vamos rapazes nosso serviço esta completo.

    Os destruidores foram e deixaram a destruição. Livre do perigo as garotas se levantaram e chorando abraçava a madame Sandra Regina , quem tentava em vão conter as lagrimas.

    - Mas porque fizeram isso? - perguntou Cristina em prantos

    - Nada, meninas apenas denunciei o delegado. A policia esta toda conrropida, o silêncio deve reinar entre nós – disse com um grande suspiro.

    - A vida é assim mesmo, nunca temos direito a nada... Mas não vamos ficar lamentando. Garças a Deus todas estão bem, resta a nós recomeçar tudo de novo, amanha de manhã vamos começar a limpeza do nosso lar.

    Enquanto completava seu estabelecimento destruído, no pensamento madame tramava,“o delegado pagará por isso, a vingança é um prato que se come frio, muito frio, gelado, o tempo dele vai chegar.”

    - vamos meninas, vamos dormir, esqueçam essa noite, amanha será um novo dia.

    Em breve o VI capítulo...

     

     

    Escrito por Josue da Silva às 10h02
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