ASSASSINATOS EM PÔR-DO-SOL
V CAPÍTULO

7º parte
Já passava das 6 horas da manhã, na casa de Madame Sandra Regina, era fim de noite, as cadeiras já estavam em cima das mesas e os últimos clientes já estava se retirando. A proprietária muito satisfeita àquela noite teve um movimento muito bom, enquanto fechava o caixa escutou dois carros chegarem em alta velocidade na seqüência repetidas batidas de portas.
- Mas quem será essa hora?
Derrepente quatro homens entram estabelecimento a dentro.
- Ola senhores o que desejam? – perguntou a madame Caminhando em direção aos homens.
- Todos as putas vão pra aquele canto agora? - Ordenou um homem barbudo fumando um enorme baseado.
- Quem é você e pare de dar ordens em minha casa, ponha-se daqui pra fora, antes que eu chame a policia – disse assumindo uma expressão seria.
O grandalhão sorriu ironicamente, num movimento rápido e preciso tirou uma pistola automática da cintura e disparou várias vezes contra as garrafas de bebidas expostas em prateleiras.
Com os barulhos dos tiros, houve um pânico total na sala as meninas começaram a chorar, e a gritarem, mas Madame Sandra Regina permaneceu estática o tempo todo.
- Cala a boca, puta chefe, e faça que eu mando, que ninguém aqui vai se ferir – aproximando-se mais da madame gritou – vão para aquele maldito canto agora – e deu mais dois tiros na TV que estava ligada em cima do balcão onde servia bebidas, mais gritaria das mulheres se ouvia.
Vendo a gravidade do caso. Madame já assumindo um apostara de medo disse com a voz tremula ainda com o rosto próximo ao do homem barbudo.
- O que vocês querem não temos dinheiro... - sem esperar o homem desencilhou um tapa tão forte que a madame foi ao chão desacordada.
- Não queremos dinheiro, que nos mandou aqui já nos deu o suficiente, com sinal, outro com estatura baixa mais muito forte pegou a madame pelo braço e puxou até o canto da salão onde todas as outras correram envolta dela, voltando a lucidez sentada no chão toda despenteada disse:
- Meninas façam o que eles querem – disse numa voz baixa e tremula – todas obedeceram, estavam chocadas de medo, o pânico aumentou quando dois homens com tacos de beisebol nas mãos e dois homens com machados entraram. As meninas começaram a chorar, madame Sandra Regina tentava abraçar a todas como um galinha abraça seus pintainhos.
- Fique calma meninas, não vamos reagir, não podemos.
- Pessoal façam o serviço, quebrem tudo, não deixe nada de pé nessa pocilga.
Assim fizeram. Quebraram tudo, destruíram sofás, mesas e cadeiras a machadadas, quebraram vidraças, o homem com o machado se encarregou de danificar o máximo que pode as paredes do salão, o outro foi para a cozinha e começou a bater na porta da geladeira e dos frízeres quebrando todas as bebidas que estavam no seu interior, as caixas de som novas, foram, completamente destruídas.
Quando deram por satisfeitos, o homem barbudo dito chefe, foi até as mulheres com a automática em punho, pegou a madame pelos cabelos e colocou a arma no meio de sua testa e disse entre os choros histéricos da mulheres.
- Escuta cona velha, bem que poderia estourar seus miolos, mas, por sorte não recebi essa ordem, mas poderei fazer isso se continuar se intrometendo na vida do delegado Dr. Torrez de Mello, sua vida será bem mais curta, você me entendeu? Fale alto velha cona!
- Sim entendi – disse em meios as lágrimas
- Ótimo, vamos rapazes nosso serviço esta completo.
Os destruidores foram e deixaram a destruição. Livre do perigo as garotas se levantaram e chorando abraçava a madame Sandra Regina , quem tentava em vão conter as lagrimas.
- Mas porque fizeram isso? - perguntou Cristina em prantos
- Nada, meninas apenas denunciei o delegado. A policia esta toda conrropida, o silêncio deve reinar entre nós – disse com um grande suspiro.
- A vida é assim mesmo, nunca temos direito a nada... Mas não vamos ficar lamentando. Garças a Deus todas estão bem, resta a nós recomeçar tudo de novo, amanha de manhã vamos começar a limpeza do nosso lar.
Enquanto completava seu estabelecimento destruído, no pensamento madame tramava,“o delegado pagará por isso, a vingança é um prato que se come frio, muito frio, gelado, o tempo dele vai chegar.”
- vamos meninas, vamos dormir, esqueçam essa noite, amanha será um novo dia.
Em breve o VI capítulo...