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ASSASSINATOS EM PÔR-DO-SOL (Romance)



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Terça-feira , 03 de Fevereiro de 2009


II Capítulo

 

Assassinatos em Pôr-do-Sol

II CAPÍTULO

 

 

Dr. Torrez de Mello, o Implacável

 

 

Pôr-do-Sol durante muitos anos teve apenas dois policiais e um velho delegado aposentado, que eram responsáveis pela segurança da cidade, evidentemente, nunca aconteceram ocorrências graves, eram sempre as mesmas, bebedeiras, ladrões de galinhas, de roupas no varal, de vez em quando alguns arrombamentos em casas ricas... Enfim, quase nunca tinha serviço para o velho delegado e os seus dois preguiçosos policiais.

Acontece que numa bela noite, Seu Justino Goulart foi dormir e nunca mais acordou, enfartou no sono. A cidade ficou alguns meses sem delegado até o último domingo, quando chegou a Pôr-do-Sol o Dr. Rodolfo Torres de Mello, o novo delegado, logo de início transferiu os dois policiais e chamou três de seu antigo regimento onde trabalhava.

Dr. Torres de Mello, como exigia ser chamado, era um homem rude, não freqüenta igreja era de pouca conversa e de pouquíssimos amigos. Nunca cumprimentava ninguém, sua expressão era sempre fechada, um homem nada sociável. Era casado com D. Regiane com qual teve dois filhos, Daniel de dezoito anos e Marcos Antônio de vinte e três.

A preferência do pai sempre foi clara, e  esta pertence a Marcos Antônio, a vontade do pai é que ele seja juiz, e é justamente o que o rapaz quer, porém, o filho mais novo rejeitou veemente, entrar no exercito e preferiu ser artista, isto causou grande fúria no delegado que chegou a bater no filho, mas Daniel tem personalidade forte, mesmo pressionado pelo pai não abandonou a idéia de ser um grande artista plástico.

Dona Regiane Torres de Mello é o oposto do marido, uma mulher jovem, com lindos cabelos castanhos, e um corpo invejado por muitas mulheres da sua idade, muito piedosa, dedicada ao marido aos filhos e as causas sociais, no passado adorava promover campanhas em prol dos mais necessitados. Isso já foi motivo de muitas brigas, hoje a pedido do seu marido ela não se envolve mais diretamente nesses movimentos, mas sempre que pode contribui com o pouco que tem, por ter passado muita fome e necessidades básicas para se viver, hoje o que ela pode fazer por alguém, D. Regiane faz.

Assim que chegou a Pôr-do-Sol, foi procurar o padre da paróquia, ficou encantada com a pessoa do Pe. Roque, o vigário sabendo que a nova moradora, tinha boa vontade em ajudar os pobres, pediu então que freqüentasse as reuniões dos Vicentinos, explicou pacientemente, o que fazem e a função importantíssima que tem dentro da Igreja católica, D. Regiane foi a uma das reuniões mais não quis se tornar membro da Sociedade, seu marido jamais permitiria, contudo, ela iria doar uma significativa quantia em dinheiro mensal a eles.

Nesta reunião, foi muito bem acolhida, por todos, em especial a D. Jovelina dos Andes a presidente, foi quem fez um panorama parcial dos pobres de Pô-do-Sol, que não são muitos, mas, sempre tinham idosos, crianças, deficientes e tantas outras pessoas, que iriam se beneficiar muito com a ajuda que estava disponibilizando para a sociedade.

D. Regiane ficou muito feliz em estar sendo útil e fazendo alguma coisa pela simpática cidadezinha. Após ter feito uma visita beneficente com D. Jove foram tomar café na casa da simpática senhora. Eis o inicio de uma grande amizade. 

No caminho, D. Jove foi mostrando a cidade à nova moradora, passaram pela prefeitura um imenso prédio para Pôr-do-Sol, mais a adiante varrendo a frente do mercado estava D. Ana Ferreira, foram apresentadas.  Ao longe D. Jove mostrava os hospitais, alguns em construção outros em pleno funcionamento, disse a nova moradora o quanto isso causou de protesto, mais, nada adiantou. Logo pegaram uma rua, um tanto quanto estreita, sem asfalto, esgoto e iluminação, ao final da rua D. Jove disse sorrindo:

- Eis minha humilde casa.

Tinha razão era uma casa muito simples, sem luxo algum, na cozinha onde foi introduzida havia apenas um armário vermelho uma pia e um fogão da mesma cor, uma mesa com quatro cadeiras e no canto um pote de barro muito antigo com uma folhagem em cima, sua nova amiga era muito pobre, bem diferente das que deixou, em Florestal.

- A Sra. Aceita um cafezinho. – perguntou com uma garrafa térmica de cor azul desgastada nas mãos.

- Sim, por favor – bebeu café, acompanhada com bolinhos de chuva, que segunda D. Regiane, nunca tinha comido bolinhos iguais a estes – que delicia D. Jove depois eu quero a receita, é muito bom que macio?

- Ah! Minha filha. Tem receita não, faço tudo de cabeça – disse toda faceira com os elogios da visitante.

- Então, se me convidar qualquer dia desses venho fazer junto com a Sra., assim eu vendo vou aprender, que tal? – disse levando um bolinho a boca.

- Combinado – riram as duas.

Limpando os olhos marejados pelos risos, D. jove perguntou – o que esta achando de Pôr-do-Sol?

- Magnífica, estou amando esta cidade, muito tranqüila, sossegada e esse clima fresco então, nossa me faz muito bem.

- Pra mim também. Mora aqui desde que me casei e olha que isso já faz mais de quarenta anos, jamais sai daqui, nesta cidade a uma força divina que me revigora todos os dias, basta eu olhar para pôr do sol.

- Como? – perguntou D. Regiane     

- Existe uma lenda muito antiga aqui minha filha, se todos os dias você contemplar o pôr do sol, todas as suas angústias, tristezas, decepções e até doenças, vão embora, muitos dizem que essa luz é mágica – disse com um ar de seriedade na voz.

- Que interessante D. jove, preciso contemplar esse pôr do sol.

- Você verá o que eu digo é verdade. Mas filha, diga como era na sua antiga cidade?

- D. Jove a Senhora nem imagina – disse como se estivesse com uma amiga que conhecia há anos – é um inferno, Deus me perdoe da palavra – disse se benzendo – é uma loucura, ninguém conhece ninguém, é uma cidade perigosa... – derrepente seus olhos virão um quadro de uma moça muito bonita na parede da sala - é um barulho ensurdecedor o dia todo, a noite toda, a madrugada toda, é um horror.

- Nossa! Então Pôr-do-Sol é um paraíso?

- D. Jove aqui é o céu na terra. – olhando novamente o quadro – quem é aquela moça? – disse apontando para o imenso quadro. 

- Minha filha – disse levantando-se e caminhando até a sala, pegou cuidadosamente o quadro da parede e trouxe até a visitante– aqui, minha única filha – estuda psicologia seu sonho desde o colegial.

- Nossa essa faculdade é caríssima, ela tem bolsa de estudos?

- Sim. Se não tivesse, não poderia estudar, mesmo assim mandamos mensalmente uma acerta quantia pra ela, têm hospedagem, comida, livros... Sabe a faculdade é de graça, mas, existem tantos custos a mais. – disse balançando a cabeça negativamente.

- Sei D. jove, meu filho mais velho faz direito, ele almeja ser juiz, só eu sei o quanto gastamos com ele por mês – disse D. Regiane entregando o quadro a D. Jove.

Nisso alguém lá do fundo gritava, pelo nome de D. Jove?

- Desculpe é meu marido, um minutinho só, melhor vem comigo venha ver nossa horta, gosta de alface e couve?

- Adoramos, todos lá em casa gostam.

- Ótimo, vou lhe dar um pouco. – completou pegando uma sacolinha de mercado.

Chegando ao quintal da velha casa, D. Regiane se deparou com uma imensa horta, onde podiam ver  a cor verde de vários tons,  e bem lá no meio desse verde estava em pé, todo sujo e suado, Seu Ricardo dos Andes um senhor de cabelos e barbas brancas feito algodão, pequenos olhos verdes e  muito vivos, um rosto bondoso e paternal, “se existe papai Noel agora o encontrei”, pensou D. Regiane enquanto caminhava pela horta na direção de Seu Ricardo. Quando se aproximou ele tirou o chapéu e a cumprimentou.

- Me desculpe senhora, pensei que não tinha visita em casa.

- Essa é D. Regiane esposa do novo delegado e benfeitora da nossa igreja – disse D. Jove segurando o braço da visitante.

- Que bom, muito prazer. Meu nome é Ricardo, só não estendo a mão, porque esta toda suja – riu gostosamente.

D. Jove com um sacola colheu alface, couve e almeirão para a visita que ficou contentíssima e encantada com o casal de velhinhos.

Continua...

 

Escrito por Josue da Silva às 18h18
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II Capítulo (Parte 2)

 

 

Assassinatos em Pôr-do-Sol

II CAPÍTULO

2º Parte

 

 

 

Enquanto isso na paróquia Cristo Rei, D. Ana Ferreira Baldochi esperava ansiosamente na secretaria paroquial pela presença do Pe. Roque, apesar de ser uma hora imprópria, o bom padre foi atendê-la com a maior boa vontade.

 Em seu pensamento D. Ana rezava pra que chegasse logo o novo padre, “porque esse já deu o que tinha que dar”,  Pe. Roque já passava dos 80 anos e seu ritmo não era mais como antigamente, derrepente ele chega.

- Oh! Pe. Roque, sua benção – disse beijando a mão do velho padre.

- Deus te abençoe filha – disse sentando-se numa poltrona destinada sempre a ele.

- Padre preciso me confessar – disse num tom de voz dramático.

- Pode dizer o que lhe perturba filha – disse tirando do bolso da batina uma pequena estola roxa.

- Padre eu bati na minha única filha – disse já em meio as lagrimas.

- Pode me dizer o motivo da agressão? – perguntou o padre, sem muito entusiasmo, pois ao longo dos seus 50 anos de sacerdócio se deparou com cada história e dramas familiares, que nada mais o assusta.

- Padre, ela chegou ontem em casa muita além do horário que estipulei, e quando fui conversar, ela me desrespeitou, perdi a cabeça dei-lhe uns tapas. – contava em lágrimas.

- Filha, os filhos de hoje em dia precisam de liberdade e os pais precisam confiar e instruir muito bem seus filhos.

- Mas padre ela é uma criança só tem dezesseis anos, - justificou desenrugando o rosto - não sabe nada da vida.

- E nunca vai saber se a Senhora não deixar. E ela já é uma mulher. – disse o padre com sonolência.

- Que isso padre! Ela é uma criança. Liberdade? Conheço meninas como ela que tiveram liberdades eu sei muito bem o que aconteceu.

Pe. Roque conhece há muito tempo D. Ana Ferreira e sabia que ela não queria conselhos, apenas a santa absolvição, por isso para se livrar logo dela disse:

- O que mais deseja confessar minha filha.

- Só isso padre, depois quero falar com o senhor - disse ajoelhando-se e abaixando a cabeça

O velho padre assentiu e deu a absolvição dizendo:

- Deus, Pai de misericórdia, que pela morte e ressurreição do seu Filho, reconciliou o mundo consigo e enviou o Espírito Santo para remissão dos pecados, te conceda, pelo ministério da Igreja, o perdão e a paz. Eu te absolvo dos teus pecados em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

- Amém. – respondeu D. Ana fazendo o sinal da cruz e já sentindo aliviada.

 Após a confissão D. Ana combinou a missa de aniversário de morte do falecido, cedeu dinheiro para as flores e velas do altar e deu um boa espórtula ao Pe. Roque, antes de deixar a paróquia disse:

- Padre tem mais uma coisa, hoje vi algumas marcas estranhas nas pernas de milha filha, estou preocupada...

- Marcas? Que tipo de marcas, filha!!!! – perguntou o padre

- Marcas vermelhas outras roxas, será que ela se meteu em brigas? – perguntou aflita ao velho padre.

-Minha filha já perguntou a ela? – cortou o padre quase saturado.

- Não. Ainda não. Vou perguntar. Bom padre qualquer coisa sobre a missa de domingo o senhor manda me avisar, quero uma missa inesquecível.

- Todas as missas são inesquecíveis, minha filha...

- Sua benção padre...

-Deus te abençoe – disse o padre rindo... Quando D. Ana deixou à paróquia, a chegada da aurora era uma questão de minutos.

A casa paroquial ficava junto com secretaria e ligada à sacristia da igreja. Depois de ter fechado a secretaria, que na verdade era uma sala da casa paroquial, Pe. Roque foi para seu quarto, tomou banho e preparou sua maleta de missa, pois nessa noite havia duas missas pra ser celebradas.

Continua...

 

Escrito por Josue da Silva às 18h14
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II Capítulo (Parte 3)

 

Assassinatos em Pôr-do-Sol

II CAPÍTULO

3º Parte


 

A noite chegou e com ela grilos, vaga-lumes e corujas piando nas altas árvores das matas que abraçava Pôr-do-Sol.  A noite estava escura e gelada o céu parecia um breu, um nevoeiro frio e tenebroso tomava conta das ruas da cidade, não havia lua e nem estrelas, apenas uma imensidão negra. Era uma noite clássica de filme de terror, com direito até a uma brisa um tanto forte avisando que a chuva estava pra chegar.

A casa do delegado Torrez de Mello era tão fria como essa noite de Pôr-do-Sol. Sentados todos em volta da mesa para o jantar, o delegado perguntou ao seu filho mais velho Marcos Antonio, que tinha chegado recentemente das férias de julho:

- Marcos como esta indo sua faculdade de direito – perguntou ao filho mais olhando para Daniel, que comia serenamente ao lado da mãe. Ele bem sabia que o pai pouco se interessava pelos estudos dos filhos, essa pergunta era mais para humilhá-lo do que dar a devida atenção ao filho que esta de férias, mas Daniel não iria entrar no jogo do pai.

- Muito bem pai. Este é meu último semestre, me formo em dezembro, em seguida já começo me preparar para o juizado – disse colocando uma generosa garfada de comida na boca.

- Parabéns meu filho, fico orgulhoso de você, ter escutado os conselhos de seu pai, é uma pena que seu irmão, não fez o mesmo – disse olhando desafiadoramente para Daniel que comia ao lado da mãe.

- Rodolfo não comece... – advertiu D. Regiane

- Sabe de uma coisa é tudo culpa sua, por esse moleque ser assim – essa última frase tinha um tom de desprezo – foi muito mimado, ficou muito com você, deveria ter ficado mais tempo comigo, para aprender a coçar o saco e cuspir no chão – disse olhando para o filho, que se mantinha de cabeça baixa.

- Rodolfo pare com isso, vamos jantar em paz... – disse, olhando fixamente para o marido.

- Paz? Paz você me fala em paz? Nunca terei paz se esse moleque levar a cabo o que tem em mente imagine a vergonha que sentirei quando meus amigos, saberem que meu filho pinta florzinhas, isso... Isso é coisa de bicha, não de homem, que vergonha.

- Pai eu gosto de pintar, não sou bicha, sou homem como o senhor...

- Cala a boca, infeliz - gritou cuspindo sobre a mesa - homem como eu você nunca vai ser, você tem que aprender a ser macho e fazer alguma coisa de útil para a sociedade, como eu fiz e ainda vou continuar fazendo até minha morte, e seu irmão também fará e muito bem.

- Rodolfo você não pode obrigar seu filho a fazer coisas que ele não quer, ele é seu filho não seu prisioneiro – disse D. Regiane olhando para o marido, que devorava feito um leão faminto, uma coxa de frango – vocês tiram meu apetite – disse, jogando a coxa de franco em cima da mesa - esse moleque não é meu filho, não parece em nada comigo – essa frase foi como um saco em Daniel, as lágrimas começaram a brotar dos seus olhos e discretamente as limpava – só vou reconhecê-lo como filho se for para o exercito e servir ao meu país, caso ao contrario eu não o reconheço – disse limpando a boca com as costas da mão – e sabe de mais uma coisa, mais uma vez vocês estragaram minha refeição e minha noite, vou sair antes que faço uma besteira – disse levantando-se e olhando para o filho – pegando o, sobretudo e sua pistola, saiu batendo a porta, deixando Daniel em lágrimas, marcos o abraçou e disse:

- Maninho, parece que não aprendeu ainda, nunca desafie o papai, o que ele mais quer é que você retruque as idéias dele, só para ele te humilhar.

- Meu filho faça da sua vida o que você quiser – disse sua mãe pegando nas mãos do filho – é claro se tais coisas couberem nos mandamentos de Deus. Não precisa fazer o que seu pai quer, quer ser artista então seja meu filho, perdoe seu pai – com lágrimas nos olhos abraçou seus filhos, em pensamento odiava seu marido “você ainda vai pagar Dr. Rodolfo, mais cedo ou mais tarde”. Se existe homem que jamais deveria constituir família, este era o delegado Torrez de Mello.

Quando um prisioneiro cai em suas mãos, só sai para o hospital, pois ele é implacável na sua profissão, este sempre pronto a por a lei em pratica mais ele mesmo, muitas vezes não a cumpre, é conhecido em Florestal, como o delegado “peito de aço”, por isto é temido e respeitado por onde passa, não pela sua autoridade de delegado e sim pela crueldade que usa para manter a lei e o que é capaz de fazer com quem atravessa o seu caminho. Dr. Torrez de Mello não teme ninguém, nem Deus.

Saiu de casa cuspindo fogo, pegou sua picape e saiu cantando pneus, maldiçoando sua família, por tanto desgosto na sua vida, nestas horas que ele se arrepende tanto de ter casado até hoje não se conforma de ter dito sim pra aquele  maldito padre, mas, o que esta feito, esta feito. Estava suando e por várias vezes dava fortes socos no volante que de vez em quando acertava na buzina, acompanhados de nomes de baixo escalão.

- Preciso de sexo e dos bons, uma boa puta jovem é isso que preciso – dizia o delegado por entre os dentes. No intuito de conseguir uma foi até a casa da Madame Sandra Regina, o único bordel daquelas redondezas, que ficava fora da cidade na rodovia que dava acesso a Florestal.

Chegando à casa da Luz Vermelha, foi entrando, como se fosse ali sua casa. Dirigiu-se até o balcão e pediu a garçonete uma dose dupla de whisky, fez o pedido  e sentou-se num canto do imenso salão, onde desfilava lindas garotas com homens de todos as idades, uma música horrível se ouvia ao fundo enquanto homens e putas dançavam, imbuídos de uma alegria celestial.

Não demorou muito, chegou seu pedido, trazido pela Dona do estabelecimento, é claro que apriori, Madame Sandra Regina já sabia quem era a ilustre visita.

- Boa noite delegado aqui esta seu pedido.

- Hum! Que demora – tomou em dois goles, enquanto tomava era observado pela Madame Sandra Regina, o delegado era um homem grande, gordo e feio, estava usando uma barba vasta por fazer, que lhe caia muito mal, olhos e cabelos pretos como a noite, um nariz grande e adunco e uma voz grave que mete medo em qualquer pessoa.

- Que foi que ta olhando, quem é você? – perguntou o delegado cuspindo gotas de saliva na cara anfitriã.

- Desculpe-me, meu nome é Madame Sandra Regina, sou a dona desse lugar, fico feliz pela vossa presença e como cortesia hoje toda a bebida que consumir será por conta da casa – disse com muita simpatia.

- Obrigado mais tenho dinheiro para pagar, não preciso de esmola, quero outra doze dupla de whisky.

- Como quiser. – assentiu a madame meio sem jeito.

  Dessa vez veio bem mais rápido o pedido e junto veio rebeca.

- Doutor, esta é Rebeca, ela poderia servir ao senhor essa noite tudo que quiser pode pedir a ela – disse a madame mostrando o produto ao consumidor.

Bruscamente, puxou a garota para perto, olhou-a de cima a baixo, tal como se examina um animal, apalpou seus vastos seios e sua avantajada nádegas e disse com desprezo:

- Essa não quero é muito magrinha e velha.

- Delegado rebeca tem vinte anos e é a preferida de minha casa.

- Não a quero, qual é mais jovem que você tem aqui – perguntou tomando o resto da bebida.

- Bom temos Cristina, ela tem dezoito anos, mas ela...

- A quero, pago quanto você quiser.

- Como queira, Rebeca chame Cristina.

- sim. – obedeceu a ninfeta.

Não demorou muito, veio até o delegado uma jovem loura de cabelos corridos feito cordas de viola, rosto infantil olhos castanhos provocadores, lábios carnudos e sensuais, seios grandes e firmes, agradou muito ao delegado que ao observá-la teve uma leve ereção.

- Essa é boa, gostei – disse rindo, feito um animal

- Delegado essa vai lhe custar caro, pois iríamos fazer um leilão no final de se...

- Já disse que pago bem, se ela for boa na cama como é fisicamente, pagarei muito bem – disse olhando para a garota que apresentava estar com medo – é virgem menina?

- Não senhor – disse tímida com a cabeça baixa.

- Tudo bem vamos para o quarto quero ver o que você sabe fazer.

Foram. O delegado trancou a porta por dentro, desabotôo a calça ficando apenas de cueca, disse a menina:

- Tire sua roupa, puta, quero sexo, vou lhe ensinar como é trepar com um macho.

Continua...

 

Escrito por Josue da Silva às 18h06
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II Capítulo (parte 4)

 

Assassinatos em Pôr-do-Sol

II CAPÍTULO

4º Parte

 

 

Enquanto isso no salão da casa.

- Nossa madame, que sujeito estranho.

- Também acho, não gostei muito dele não, mas, o que nós queremos é apenas seu dinheiro, tomara que Cristina se saia bem.

- Sei não, ela chegou essa semana da Bahia, ele me disse que até hoje só havia transado três vezes, com o primo ainda – disse rebeca.

- Bom veremos isso depois, agora vamos trabalhar que os fregueses estão chegando.

 

 

 

No quarto, o delegado já estava em cima dela, bufando como um animal irracional começou a lamber o rosto da garota, isso a deixava com nojo, mas fingia que estava adorando quanto mais ela gemia mais o delegado se excitava e a lambia com mais violência, começou a beijar fortemente seus lábios e a mordê-los até começaram a minar sangue, agora a pequena Cristina estava gemendo mais de dor do que prazer, derrepente o delegado jogou todo seu peso sobre a garota, ele era um homem grande e pesado, e deveras, ele estava a machucando então ela disse:

- Delegado, delegado o senhor esta me machucando - disse com gemidos. – com as duas mãos no peito, cabeludo do delegado, forçando-o para traz.

- Ao ouvir essa reclamação parou bruscamente, como se tivesse perdido o tesão, levantou-se,  agarrou a garota pelos cabelos e disse:

- Escuta aqui sua puta desgraçada e maldita, estou de pagando pra você me dar prazer, pouco me importa se estou ou não te machucando – e desvencilhou um forte tapa no rosto da garota e jogou-a na cama, em pé ao lado da cama ele tirou a cueca e deixou amostra seu enorme falo – veja aqui puta, olha – ela olhou – é grande não é, diga, diga vagabunda – gritava com o membro na mão.

- É sim senhor – disse como um animal espreitado.

- Eu sei que é, vem cá puta, bota essa boquinha aqui, rápida não tenho a noite toda.

A garota obedeceu fazendo movimentos suave, mas, o delegado gritava para ela ir mais rápido, mais rápido, mais rápido, então pegou, com as duas mãos,  a cabeça de Cristina e começou a fazer fortes movimentos e penetrar o membro na sua garganta a baixo:

- Ah! Que delicia que delicia, ah! Ah! – gemia o delegado, a garota estava tendo fortes ânsias de vômitos, mas ele não parava, ela chorava e olhava pra ele, mas nada adiantava, estava descontrolado. Fez isso até se satisfazer. Suado e cansado disse a Cristina:

- Abre as pernas... Vamos – e caiu sobre ela penetrando com força a machucando-a, ela chorava e clamava para ele parar, mas, não adiantava cansado dos choros, começou a espancá-la enquanto a penetrava, bateu tanto em seu rosto que sua pele que antes era branca agora estava rosada e roxa.

Cristina nunca gostou de rezar, mas agora começou a pedir a Deus, que terminasse tudo isso, pois não queria morrer, a dor que estava sentindo era mortal.

Derrepente o delegado disse:

- Vire-se quero atrás agora – o coração de Cristina parecia que tinha parado por instante isso não, ele ia machucá-la, num frenesi de desespero começou a pedir pra que ele não fizesse isso, mas, nada adiantou, aquele homem estava como que dominado por uma força maligna, estava fora do juízo normal, com socos e tapas, virou-a e a penetrou-a novamente, era uma dor horrível, nesse instante ela pediu a Deus a morte do que esta dor.

O delegado era um homem forte e ela uma simples menina, que fugiu de casa e escolheu na vida ganhar dinheiro fácil, com a prostituição, agora estava sendo deflorada por um animal  louco e selvagem, enquanto ele a penetrava com força, ela já quase perdendo os sentidos se recordava de sua mãe, seu pai e seu irmão e chorou, “Deus como eles devem estar preocupados comigo”. Essa foi à dor maior. O delegado ainda em cima dela fazia movimentos fortes e doloridos, Cristina perdeu as forças não gritava e nem relutava mais, se entregou, rezando pra que tudo acabasse logo.

- Ah! Gostosa, que delicia ah! Você é de mais puta.

Derrepente, com um urro de um selvagem explodiu dentro dela, “graças a Deus” agradecia a garota em pensamento. Depois dessa violência irracional o delegado se levantou foi ao banheiro se limpou, vestiu-se e saiu. No saguão ele fez um generoso cheque e entregou madame Sandra Regina, que o agradeceu e ficou satisfeita com o  valor. Rebeca trouxe seu, sobretudo, vestiu e saiu aliviado e tranqüilo do bordel, com sono, cansado e satisfeito.

Enquanto a pobre garota que fugiu de casa para ganhar a vida fácil na prostituição ficava desacordada no quarto, seu último pensamento foi sua família e a vergonha que trouxe para eles.

 

 

Terceiro Capítulo em Breve...

 

Comentem... elogiem...critiquem...dê sugestões...escrevam comigo essa história sobre o ser humano e o que ele é capaz.

 

Escrito por Josue da Silva às 17h46
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