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ASSASSINATOS EM PÔR-DO-SOL (Romance)



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Quinta-feira , 19 de Janeiro de 2012


I CAPITULO 3º PARTE

3º parte


 

Depois que o jovem Daniel saiu, Vinícius comentou com Clodoaldo.

- Simpático, o filho do delegado você não acha Aldo.

- Nunca conversei com ele, pelo que ouvi da conversa, acho que posso dizer  que o sujeito em questão é simpático.

- você sempre com gracinhas, olha vou subir pra ver se encontra alguém vivo.

- Tranquilex, patrãozinho. 

Quando Ronny bateu no quarto da mãe, a mesma já estava recuperada da discussão.

- Olá mãe tudo bem? – perguntou entrando.

- Oi meu filho! Estou bem – respondeu penteando o cabelo em frente a um imenso espelho.

- Que bom, e a Nanda?

- Esta dormindo, filho deixa ela.

- tudo bem. A senhora não vai almoçar?

- Não meu filho! Perdi completamente a fome.

- Tudo bem, mas come pelo menos algumas frutas, promete que vai comer?

- Prometo, comerei depois – disse D. Ana rindo.

- A senhora vai descer no mercado queria ler um pouco.

- OH! Meu filho fique mais um pouco, tenho que ir a igreja combinar a Missa de domingo com o Pe. Roque, domingo faz quinze anos que seu pai morreu.

- Ah! Sim. Nossa mãe já se passaram quinze anos.

- É meu filho – disse D. Ana abandonando a escova sobre a penteadeira – já faz quinze anos que ele nos deixou, parece que foi ontem, que recebi aquela terrível notícia – com um estalo na língua continuou – não gosto de lembrar coisas tristes prefiro recordar os momentos felizes que passamos juntos.

- Você pelo menos lembra dele, eu não lembro, sinto muito a falta dele mamãe – disse Vinícius com os olhos marejados.

- Oh! Meu filho abraça sua mãe, você me tem, te amo, te amo muito.

- Também te amo muito, vou lá pra baixo – disse limpando os olhos marejados com a manga da camisa.

- Vai, Vai. – Quando ele saiu D. Ana disse – Ah meu Deus se a Nanda fosse pelo menos um pouquinho parecida com ele seríamos uma família perfeita.

         No quarto ao lado Fernanda Baldochi, deitada em sua cama cultivava um ódio maligno em seu coração, mas no momento nada poderia fazer. Em seu pensamento amaldiçoava a raça humana, e deseja que outro meteoro caísse na terra e destruísse tudo novamente. Inquieta ouviu seu irmão e sua mãe conversando, levantou devagar trancou a porta. Dentro do seu imenso guarda-roupa, escondido sob edredons e roupas de invernos rigorosos, estava uma caixa, tipo de sapato, talvez um pouco maior. Quando a viu um sorriso estranho tomou conta de seu lindo rosto, seu coração batia com tanta força que era capaz de ouvi-lo, apertou essa misteriosa caixa ao peito e lentamente dirigiu-se ao banheiro. 

Escrito por Josue da Silva às 17h11
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I CAPITULO 2º PARTE

 

2º parte

 

 

 

Isso foi demais, D. Ana com toda força do seu braço, esbofeteou a filha que caiu como uma pedra sobre seus ursos de pelúcia. Prendendo os logos cabelos para traz disse:

- Nunca mais menina, fale assim comigo, nunca mais – avisou D. Ana com lágrimas nos olhos – bem que você poderia passar o dia sem isso, pense no que você fez e no que me disse – pediu D. Ana fechando a porta com força. 

- Olá mãe tudo bem? – perguntou entrando. 

 

- Oi meu filho! Estou bem – respondeu penteando o cabelo em frente a um imenso espelho.

- Que bom, e a Nanda?

- Esta dormindo, filho deixa ela.

- tudo bem. A senhora não vai almoçar?

- Não meu filho! Perdi completamente a fome.

- Tudo bem, mas come pelo menos algumas frutas, promete que vai comer?

- Prometo, comerei depois – disse D. Ana rindo.

- A senhora vai descer no mercado queria ler um pouco.

- OH! Meu filho fique mais um pouco, tenho que ir a igreja combinar a Missa de domingo com o Pe. Roque, domingo faz quinze anos que seu pai morreu.

- Ah! Sim. Nossa mãe já se passaram quinze anos.

- É meu filho – disse D. Ana abandonando a escova sobre a penteadeira – já faz quinze anos que ele nos deixou, parece que foi ontem, que recebi aquela terrível notícia – com um estalo na língua continuou – não gosto de lembrar coisas tristes prefiro recordar os momentos felizes que passamos juntos.

- Você pelo menos lembra dele, eu não lembro, sinto muito a falta dele mamãe – disse Vinícius com os olhos marejados.

- Oh! Meu filho abraça sua mãe, você me tem, te amo, te amo muito.

- Também te amo muito, vou lá pra baixo – disse limpando os olhos marejados com a manga da camisa.

- Vai, Vai. – Quando ele saiu D. Ana disse – Ah meu Deus se a Nanda fosse pelo menos um pouquinho parecida com ele seríamos uma família perfeita.

         No quarto ao lado Fernanda Baldochi, deitada em sua cama cultivava um ódio maligno em seu coração, mas no momento nada poderia fazer. Em seu pensamento amaldiçoava a raça humana, e deseja que outro meteoro caísse na terra e destruísse tudo novamente. Inquieta ouviu seu irmão e sua mãe conversando, levantou devagar trancou a porta. Dentro do seu imenso guarda-roupa, escondido sob edredons e roupas de invernos rigorosos, estava uma caixa, tipo de sapato, talvez um pouco maior. Quando a viu um sorriso estranho tomou conta de seu lindo rosto, seu coração batia com tanta força que era capaz de ouvi-lo, apertou essa misteriosa caixa ao peito e lentamente dirigiu-se ao banheiro. 

 

Saindo dali foi direto para seu quarto, onde chorou, pegou a foto do falecido e disse – Meu  amor, minha vida você me faz tanta falta, tanta falta. – e pediu forças a Nossa Senhora, pois não sabia mais o que fazer com sua filha. Pois morre de medo de sua filha fugir de casa, pensando nisso ela chorou, chorou, chorou até adormecer no chão encarpetado do seu quarto.

 

 

Enquanto isso no mercado.

- ah! Às vezes minha mãe passa dos limites – suspirava Vinícius, repondo as prateleiras.

- Sua mãe é muito nervosa – desabafou Clodoaldo.

- Eu sei, eu sei tudo isso tem nome excesso de zelo, mas, bem que Fernanda merece umas prensas dessas.

Nisso entrou no mercado o jovem Daniel Torres de Mello, rapaz de estatura mediana, usava um discreto óculos de grau, cabelos castanhos claros combinando com seus exuberantes olhos azuis, filho mais novo do delegado Torres de Mello, Clodoaldo se levantou para atendê-lo, Ronny disse:

- Pode deixar Aldo eu atendo. Boa tarde, pois não?

- Boa tarde – respondeu com um discreto sorriso – você tem pincéis.

- olha no momento só temos esses – colocou sobre o balcão alguns pincéis de cabos amarelos.

- vou levar esses dois, maiores você não tem?

- Não, não temos. Mas, se você quiser podemos fazer pedido – disse Vinícius numa simpatia sem igual.

- Não há necessidade, amanhã vou para Florestal, comprarei lá.

Daniel pagou, Vinícius embrulhou, colocou numa sacolinha branca e entregou ao simpático freguês.

- Você é o filho do delegado novo? – perguntou Vinícius de supetão.

- Sim, desculpe-me nome é Daniel Torres de Mello,– disse estendendo a mão direita ao seu interlocutor.

- Vinícius. Vinícius André Baldochi – apertou a mão de Daniel  - você pinta Daniel?

- Não profissionalmente, mas, pretendo seguir carreira, adoro pintar. Baldochi? Italiano?

- Sim. Somos descendentes de italianos. O que você pinta – perguntou sentando numa banqueta alta que sempre ficava atrás do balcão.

- Amo fazer pinturas abstratas, dessas que cada um interpreta conforme seu estado de espírito, mas, também gosto de pintar flores, paisagens, coisas da natureza – explicou com um brilho nos olhos que chamou a atenção de Vinícius.

- Que legal cara, você deve gostar mesmo do que faz, da pra notar quando fala, eu já não sei pintar, gosto de apreciar, pintar não – disse Ronam rindo.

- Olha quando você quiser, vai lá em casa ver meus quadros.

- Que legal Daniel, quando tiver um tempo irei lá.

- Te espero. Agora tenho que ir até mais. 


 

Escrito por Josue da Silva às 16h56
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I CAPITULO

 

ASSASSINATOS EM PÔ DO SOL

 ENTRE A LOUCURA E A REALIDADE

I Capitulo

 

1º parte

 

 

Família Baldochi, quase perfeita

 

 

Apesar do seu crescente desenvolvimento, Pôr-do-Sol ainda possui impreguinado em seus habitantes certos costumes de cidade pequena, tal como estar sempre informados da vida dos outros, não por maldade, mas muitas vezes por diversão.

De todas as fuxiqueiras da cidade, a líder é Dona Ana Ferreira, vive cuidando da vida dos outros. Seu hobby preferido é ficar a par de tudo o que acontece na vida de todos que estão ao seu alcance.

Uma mulher de cinqüenta e poucos anos, cabelos e olhos negros, sempre amarrados em coque no alto da cabeça, desde que ficou viúva nunca mais o soltou, uma mulher de fibra pertencente à ala tradicionalista da cidade é rigorosamente contra todo e qualquer progresso, não cansa de dizer para seus dois filhos, que Pôr-do-Sol, sempre deveria ser uma cidade pequena e pacata.

D. Ana Ferreira é viúva a quinze anos, que se completara no próximo domingo. Quando seu falecido marido, partiu dessa para melhor, a deixou com duas crianças pequenas, Vinícius com cinco anos e  Fernanda com um ano de idade.

Por tradição de família e princípios religiosos popular, nunca mais se casou, pois acredita que homem é só o primeiro, ninguém é feliz num segundo casamento, mesmo se tratando de viuvez.

 D. Ana se dedicou a criar seus filhos, na lei de Deus e na lei dos homens, sempre tendo a primeira como base de tudo. Para isso, usou muitas vezes a vara e do castigo severo para corrigi-los, talvez, com Vinícius até que deu certo, era o filho que mais a deixava com orgulho, porém, com a Fernanda, não deu muito certo, esta é oposto do irmão, este é sensível, estudioso, educado, profundamente religioso... a outra é tudo isso, mas ao contrário, é nervosa, agressivas e revoltada  com os exageros de sua mãe, contudo, debaixo de toda essa couraça se encontra uma menina, amável, bondosa e muito carente, pena que pouco demonstra esses sentimentos, quando é desafiada, grita, pula, esbraveja se faz de vítima das circunstâncias, mesmo assim, D. Ana a controla com pulso de ferro, no final Fernanda sempre acaba cedendo, sua mãe nunca.

Na família dos Baldochi, existe um costume desde do tempo do falecido, fazerem as principais refeições sempre juntos, D. Ana vê nisso um valor primordial para manter a família unida e assim saber o que todos andam fazendo, pois nesta hora Fernanda e Vinícius são interrogados pela sua mãe a falar sobre o dia, eles odeiam isso.

 D. Ana estabeleceu regras para a casa, a quebra dessas, se impõe castigos e mais uma vez sua única filha ultrapassou e muito o horário, isto é sinônimo de briga.

Quando os ponteiros do grande relógio cuco do mercado apontaram para o infinito, D. Ana Ferreira disse a Clodoaldo seu jovem funcionário:

- Aldo, meio-dia vou almoçar, se o vendedor de lingüiças passar, pede para esperar, preciso falar com ele.

- Sim senhora D. Ana – respondeu o funcionário espanando os enlatados.

- E fique de olho hein! – ordenou D. Ana abrindo o olho direito com o indicador – esta cidade esta perigosa, não podemos confiar mais em ninguém, qualquer coisa é só me chamar.

- Pode deixar D. Ana.

O comercio de D. Ana Ferreira, era uma magnífico sobrado no térreo havia cinco portas onde funcionava o mercado, herança do falecido, em cima era sua casa.

 Dentro do mercado havia uma escada em caracol que levava direto a sua cozinha. Depois de dar instruções ao seu empregado, subiu por esta escada. Chegando a cozinha, a mesa estava perfeitamente posta e Vinícius a esperava, o lugar de sua irmã estava vazio. D. Ana sentou-se colocou as mãos sobre o rosto e sem olhar para o filho que, descascava tranquilamente uma bela laranja baiana, perguntou:

- Onde esta sua irmã?

- Mãe dá um tempo para Nanda...

- Vinícius onde esta sua irmã? – perguntou fixando os imensos olhos negros no filho, que colocou a laranja e a faca sobre a mesa com força.

- Ainda não acordou – respondeu também olhando pra mãe.

- Vá chama-la – ordenou.

Vinícius notou um tom de fúria nesta ordem e conhecendo bem sua mãe, ele foi chamá-la. Passados cinco minutos, ele volta e encontra sua mãe na mesma posição que a deixou.

- Ela já vem estava acordada – informou a mãe pegando novamente à suculenta laranja e voltando a descascá-la, no mesmo ritmo que antes.

Fernanda para provocar, só veio há mesa trinta minutos depois que foi chamada, foi o tempo suficiente para deixar sua mãe, com os nervos a flor da pele, ela entrou sorrindo, como se nada tivesse acontecido.

- Bom dia mano – deu um beijo no irmão – quando ia beijar a mãe ela se afastou, negando aquele beijo hipócrita – Nossa – disse olhando pra mãe – O que foi agora? – perguntou sentando-se ao lado irmão.

Com a cabeça baixa e entre as mãos D. Ana Ferreira Baldochi perguntou – Porque você é tão cínica assim hein menina – começou D. Ana calma e serena, sem olhar para a filha.

- Ah! Mãe não vai começar tudo de novo

- Que horas você chegou ontem?

- Não sei, acho que era pouco mais das onze horas – respondeu Fernanda enchendo seu prato de salada de repolho e alface.

- Não era! Pouco mais, era muito para as regras daqui de casa, você chegou já era mais de 00h30mim.

- Nossa!!!!  Que precisão.

Foi demais, D. Ana meteu os punhos na mesa, com tanta força que os pratos chegaram a pular na mesa.

- Pare com isso menina, quantos anos você pensa que tem? trinta? não você tem 16 anos, e criança com esta idade, jamais pode chegar em casa  numa hora dessas, jamais – gritava D. Ana – Meu Deus o que os outros vão falar de mim, de você, do seu irmão?

- Epa! não me envolva nisso, to saindo fora, to indo pro mercado.

- Minha filha eu me preocupo com você, Meu Deus eu só tenho vocês dois...

- Para mãe, para com isso, chega, não agüento mais esses seus chiliques – gritou a filha.

- Veja como você fala comigo menina – ameaçou D. Ana com a voz – não venha querer estar com a razão, você conhece o horário...

- Horário? Eu sou uma presidiária nesta casa, uma freira Carmelita tem mais liberdade que eu.

D. Ana , ficou estática olhando a filha – Meu Cristo   Rei, porque você é assim por que não...

-... É igual o seu irmão, mãe eu sou assim, não sou igual ao Vinícius e nem ele é igual a mim, os filhos são sempre diferentes.

- Cala a boca menina, você vai aprender a ser responsável, vá para seu quarto – ordenou D. Ana, com os olhos pegando fogo – vá para seu quarto e pense no que fez.

- Não da mãe não sou mais criança, a senhora não pode me tratar mais assim.

- Cala a boca sua desmiolada, quer ficar falada na cidade? continue agindo assim, vá pro seu quarto – esbravejou D. Ana.

- Não vou – retornou Fernanda – encarando sua mãe.

- Ah! Você vai sim – disse D. Ana pegando a filha pelo braço e arrastando-a para o quarto – você vai ficar no seu quarto até quando eu quiser.

- Eu te odeio D. Ana, eu não sou sua escrava, não sou eu te odeio – gritava em meio às lágrimas.

Agarrando a menina aos prantos pelos os braços, D. Ana ergueu-a do chão e disse com lágrimas nos olhos – pois fique você sabendo, que eu te amo, te amo muito filha, mas algum dia você vai ter que aprender – Nisso D. Ana vê nos braços e nas pernas da filha marcas ora arroxeadas ora avermelhadas e alguns pequenos cortes.

- Mentira, tudo mentira, não acredito – gritava Fernanda.

 

 

 

Escrito por Josue da Silva às 16h56
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Quinta-feira , 26 de Março de 2009


Olá queridos leitores!

Olá queridos leitores!



Peço desculpa pela demora, para postar o V capítulo, mas esta ae...

Com este capitulo termino de expor todos os principais personagens desse livro, exceto a Laine que chegara no próximo capítulo.

Posso dizer  que o assassino já esta no meio de nós, ou será que sempre esteve?

A meu ver todos neste livro são capazes de matar, pq acredito que todos somos assassinos em potencia (leia no final desse blog um texto meu sobre esse tema).

O importante é frisar o que leva uma pessoa a matar? Deveras, ainda é cedo para apontar algum suspeito...


 No próximo capítulo acontecera o primeiro assassinato e o assassino tomara forma e recebera um nome...

Aguarde..


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    Aguardo os comentários


    Josué da silva

     

    Escrito por Josue da Silva às 11h20
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    V Capítulo

     

    ASSASSINATOS EM PÔR-DO-SOL

     

    V CAPÍTULO

     


     


    Amanhã será um novo dia...

     

    É muito difícil definir o longínquo futuro de uma cidade em pleno desenvolvimento, como Pôr-do-Sol, mas, tudo indica que essa cidade será conhecida como a “cidade dos magnatas”. Recentemente um jogador de futebol europeu de renome anunciou que construirá uma mansão de férias, muito dizem que esta comprando uma das mais belas montanhas de Pôr-do-Sol.

             Muitos protestaram principalmente os mais conservadores, mas nada pode mais ser feito pra reter esse crescimento. Enquanto uns reclamam e protestam, outros lucram com todo esse movimento de turistas, porque começaram a lotar hotéis fazenda e pousadas, que conseqüentemente, começaram a se multiplicar, só nesse mês duas pousadas já foram inauguradas.

             Com o volume de pessoas estranhas na cidade, o delegado Torrez de Mello resolveu intensificar as rondas durante todo o dia e noite, o delegado peito de aço, não tolera nem ladrões de galinha, ele é implacável e impiedoso.

             A delegacia era pequena, existia apenas uma cela individual, e uma que maior que cabia no máximo 6 detentos, na frente uma escrivaninha velha toda riscada e uma cadeira, quatros cadeira de madeira antiga, passando pela recepção encontramos a sala do escrivão, ao lado um banheiro em seguida a sala do delegado que foi reformada para recebê-lo, na seqüência uma cozinha minúscula seguindo mais a frente uma enorme porta de ferro, que levava a carceragem. Sentado com os pés em cima da mesa, para aliviar as dores, Dr. Torrez de Mello, recebeu um telefonema, que o deixou furioso. Chamou Antunes que era o escrivão:

    - Venha cá– disse quase gritando

    Não demorou 15 segundos para Antunes chegar à sala do chefe. Um tanto quanto amedrontado.

    - Aconteceu alguma coisa chefe? – perguntou o pobre homem ofegante.

    - Sabe quem acabou de ligar pra mim? – perguntou o delegado, olhando o telefone ainda fora do gancho.

    - Não tenho a mínima idéia – respondeu de olho fixo no Dr. Torrez de Mello. Tanto medo assim, era justificado. Antunes adorava tranzar com menininhas novas, era sua tara, em sua mente logo pensou que era uma denuncia referente à sua má conduta, sabia que o delegado fazia coisas piores, mas, nunca ousou a questionar, porém, nenhum dos seus policias podiam envolver em escândalos, tudo pode fazer desde que, seja bem feito, era o aviso, e agora ali na frente do todo poderoso, as pernas de Antunes tremiam, pois sabia que esse era impiedoso com todos que o desrespeitassem.

    - O Brigadeiro Gomes Cezar – disse olhando para a bandeira de Pôr-do-Sol, num canto escuro da sala.

    - O que ele quer? – perguntou com tremores incontroláveis nas pernas.

    - Ouve uma reclamação, contra minha pessoa, de uma senhora chamada Sandra Regina Cardoso, entretanto – continuou com um sorriso maligno no rosto – o Brigadeiro é meu amigo e não passou adiante a denuncia.

    Completamente aliviado, Antunes pergunta:

    - Quem é esta mulher?

    - Uma puta velha, que precisa de uma lição - disse encostando em sua enorme cadeira de couro, e passando a mão suavemente em seu rosto com barba de várias semanas.

     

    Escrito por Josue da Silva às 10h44
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    V Capítulo (parte 2)

     

    ASSASSINATOS EM PÔR-DO-SOL

     

    V CAPÍTULO

    2º parte

     


     

     

    O sol tentava se destacar entre as nuvens, mas essas insistiam em cobri-lo, um vento fresco e revitalizador sobrava constantemente, muitos pássaros cantavam suas lindas melodias que encantavam os pacientes que estavam em tratamento nos vários hospitais de Pôr-do-Sol.

    Neste inicio de tarde, Vinicius, D. Ana Ferreira socorria as pressas seu Ricardo que jazia inconsciente, quanto chegaram a sua casa, D. Jove com o terço na mão rezava para que nossa senhora ajudasse seu marido.

    Logo, D. Regiane e Marcos chegaram, e não demorou muito para que uma multidão lotasse a pequena rua onde a família dos Andes moravam.

    Com rapidez e eficiência colocaram seu Ricardo no carro de D. Ana ferreira, Vinícius foi dirigindo, pois conhecia bem a estrada, sua mãe foi à frente a trás foi seu Ricardo inconsciente, sua mulher e D. Regiane que tentava sem sucesso fazer massagens cardíacas. De Pôr-do-Sol a Florestal levava poucos mais de 30 minutos Vinicius fez em 20 min.

    Seu Ricardo já passava dos 75 anos, e seu estado era crítico, teve um inicio de infarto, e segundo os médicos um derrame era fatal, foi direto para U.T. I, medicado e inconsciente seu estado era gravíssimo.

    D. Jove quis ficar ao lado do seu marido, os outros voltaram para Pôr-do-Sol, D. Regiane voltaria em seguida para trazer roupas e se ofereceu para ficar com o seu Ricardo, D. Jove não aceitou a segunda idéia, a primeira ela assentiu.

    Quando chegaram, uma enorme multidão esperava D. Ana e companhia em seu estabelecimento, dentro do carro ela disse:

    - Veja como esses velhinhos são queridos, filho leve D. Regiane e marcos até a casa deles.

    - Muito obrigado – agradeceu D. Regiane

    - Se quiseres o carro emprestado...

    -Não. Não há necessidade vamos com nosso – disse D. Regiane.

    D. Ana apenas sorriu.

    Saindo do carro várias pessoas vieram até a dona do mercado para saber mais detalhes, e com ar de superioridade ela pediu silêncio e disse em altos brados.

    - Vou dizer bem alto pra todos escutarem. Seu Ricardo não esta nada bem, deixamos ele agora na U.T.I e seu estado é grave, ele sofreu um infarto. O que podemos pedir pra vocês nesse momento de dor é que rezem por ele – disse isso conversou com mais duas ou três pessoas e se retirou para sua casa, deu um sinal para Vinicius para que fechasse o mercado.

    Quando chegou a sua casa no sobrado, lá estava D, Ricardina, amiga inseparável de D. Ana.

    - Escutei o que você disse Ana, coitado de seu Ricardo.

    É grave mesmo – disse pegando uma jarra verde de vidro da geladeira sentou a mesa encheu o copo com água gelada e tomou vagarosamente – e digo uma coisa rica, Laine vai ter que voltar, alias vou ligar pra ela agora.

     

    Escrito por Josue da Silva às 10h38
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    V Capítulo (parte 3)

     

    ASSASSINATOS EM PÔR-DO-SOL

     

    V CAPÍTULO

     

     

    3º parte

     

     

    Depois de ter olhado a Igreja por dentro, Pe. Paulo Henrique deu a volta e tocou a companhia da casa paroquial duas vezes até que o padre Roque veio atender:

    - Pois não?

    - o Srº. Deve ser o Padre Roque, meu nome é Padre Paulo Henrique Valim.

    - Oh! Meu Deus! Você é o meu substituto, mas o Srº nem me avisou – disse abraçando o jovem padre - seja bem vindo filho, seja bem vindo.

    - Obrigado Padre, mas não precisa se desculpar aproveitei e conheci um pouco a igreja – disse o jovem padre num sorriso encantador.

    - Mas entre padre, entre vamos tomar um café e vamos experimentar um bolo muito comum aqui em Pôr-do-Sol, tenho certeza que você vai adorar – disse padre Roque, abrindo a frente para o novo pároco da cidade adentrar.

    Na mesa da cozinha os dois padres conversavam a primeira impressão é a que fica, não podia ser a melhor, um homem jovem, mas com uma educação invejável, um homem de fisionomias seria, aspirava responsabilidade, “era tudo que Pôr-do-Sol estava precisando”, pensou o velho e cansado sacerdote.

    Enquanto o novo morador contava suas historia seminarística Padre Roque pensava “Como Deus é bondoso, não podia ter enviado outro padre pra cá, era um homem assim que a cidade esta precisando, um novo ardor, um jovem” Padre Roque fez algumas perguntas no qual foram respondidas com equilíbrio e racionalidade isso o deixou muito admirado. Mas o amor que tem a igreja foi o que marcou essa primeira conversa.

     Depois de tantos anos agora o velho sacerdote ia dormir tranqüilo, a paróquia do Cristo Redentor estava em boas mãos. Antes de mostrar a casa e o quarto ao novo Pároco, Padre Roque perguntou:

    - O Srº. Trouxe a carta de apresentação com o selo episcopal e assinatura do bispo?

    - Ah! Sim trouxe - e abrindo uma valise que estava ao chão próximo a seus pés, retirou um envelope branco de tamanho médio, bem na frente onde colocamos o remetente, estava o selo de Dom Rainer Strazza, bispo metropolitano de Florestal – aqui esta.

    - Muito bem – disse pegando o envelope – vamos, vou mostrar vosso quarto deve estar muito cansado.

     

    Enquanto isso em uma rua, próximo ao cemitério municipal, Dr. Trorrez de Mello orientava seus capangas.

    - O trabalho de vocês é simples, apenas façam isso, sejam discretos e eficientes, a recompensa será bem generosa, entenderam? – perguntou o Delegado para os homens que o escutavam atentamente.

    - Claro Dr. Não vamos decepcionar.

    - É bom mesmo, depois do serviço feito, o dinheiro estará disponível no bar do Juca, procure-o e diga essa senha “Vim para o enterro da puta velha” e receberás o combinado. Agora vão e façam o serviço – ordenou o delegado entrando em sua picape. Ficou um instante em silencio, deu a partida e saiu cantando pneus.

     

    Escrito por Josue da Silva às 10h24
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    V Capítulo (parte 4)

     

    ASSASSINATOS EM PÔR-DO-SOL

     

    V CAPÍTULO

    4º parte

     


     

    A lua no infinito brilhava como um diamante, a noite estava clara e quente, muitas pessoas conversavam nas varandas, nas praças, o assunto do momento, eram a chegada do padre novo e a doença do seu Ricardo dos Andes, sendo que este chamava mais atenção da crescente população de Pôr-do-Sol.

     Depois de algumas horas de descanso Padre Paulo foi até ao simples escritório do pároco, consistia apenas de uma mesa com uma poltrona destinada ao páraco e duas cadeiras aos visitantes, uma lareira que no momento estava apagada, e do lado direito um divã e mais uma poltrona, nas paredes um quadro da Santa Ceia, e em destaque um imenso quadro do Santo Padre o Papa e outro menor com a foto do atual bispo, e outro com a foto de Padre Roque, na ocasião dos seus 50 anos de sacerdócio.

    Nesta sala entrou os dois entraram, Pe. Roque ainda pároco sentou no lugar que a mais de 50 anos foi destinada a ele, o seu futuro substituto sentou-se a sua frente.

    - Filho preciso conhecer-te um pouco, gostei muito da carta dos seus superiores e os elogios que o senhor bispo fez a sua pessoa, de fato o senhor sempre foi destaque nos seus estudos.

    - Sempre dei o melhor de mim, sou eternamente grato a Igreja Católica por tudo que fez por mim, sou tão grato que entreguei a ela minha própria vida – disse o jovem padre com uma determinação na voz que arrepiou o velho sacerdote.

    - É o senhor me impressiona, vejo em seus olhos muita sinceridade, Deus te abençoe que o tempo não mude seu modo de pensar. No seminário é uma realidade, e na vida real é outra, pois bem. Quantos anos têm?

    - 27 anos.

    - Nossa, onde estão meus 27 anos – riu tomando um comprimido que trazia sempre consigo, com um copa de água – tens quase 4 meses de sacerdócio, o senhor acha que tem condições de assumir uma paróquia?

    - Sim. Tenho. É meu sonho e me preparei por 12 anos para isso.

    - Sim. Mas repito a teoria é bem diferente da prática – alertou o experiente padre. Pôr-do-Sol, em pouco tempo será uma grande cidade, seu dever, como foi o meu é zelar para que a fé em Deus e a fidelidade a Santa Madre Igreja, continue firmes no coração desse querido povo, tens consciência disto?

    - Sim. Plena consciência.

    - O senhor será um bom padre, que Deus e nossa senhora de abençoe. Mais uma coisa padre – disse se ajeitando na cadeira e limpando a garganta.

    - Desculpe-me perguntar, o senhor é um jovem bonito e muito simpático, quero que me responda com sinceridade, filho. Você tem problemas com a sexualidade?

    - Não padre – disse meio sem jeito – não tenho, recebi durante 12 anos instruções suficientes para que eu soubesse me conhecer e dominar meus instintos – disse num tom mais que serio.

    - sim, claro, desculpe-me de perguntar é meu dever conhecê-lo.

    -Fique a vontade padre, não tenho nada para esconder – disse encostando na dura cadeira que foi destinada a ele.

     

    Escrito por Josue da Silva às 10h20
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    V Capítulo (parte 5)

     

    ASSASSINATOS EM PÔR-DO-SOL

     

    V CAPÍTULO

     

     

    5º parte

     


    -Fale-me de sua família filho?

    Essa pergunta pegou-o desprevenido. Quanto tempo que não pensava neles. Família? Qual família? O que era mesmo uma família? Pelo que sabia seu pai já tinha falecido há anos e sua mãe deveria estar num asilo qualquer desse imenso Brasil. Seus sete irmãos? Nunca mais ouviu falar deles, apesar que duvide se eles sabem de sua existência, talvez nem sabe que na família Valim existe uma oitava pessoa, exceto dois.

    Nunca mais os procurou. Foi rejeitado pela mãe e pelo pai e pelo menos 5 de seus irmãos, tantos anos se passaram e ainda conseguia lembrar dos maus tratos que sofreu, são cicatrizes que nunca vão sumir do seu coração. Lembra com nitidez, apesar de sua pouca idade na época, quando seu irmão mais velho o procurava a noite em sua cama, “maldito eu tinha apenas 6 anos”.

    Seu coração começou a bater mais forte, essas lembranças o machucava há anos, quando ia se livrar delas? Sua vida só mudou quando padre Basílio Vernes, o adotou. Quando o padre decidiu ajudar aquela família, Paulo Henrique era o mais novo e sofria com os maus tratos entrou com conselho tutelar e conseguiu mandar o menino para o Seminário Menor Menino Jesus. Para o garoto era como se tivesse tirado do inferno e posto no céu. E assim passaram-se longos 12 anos de estudos filosóficos e teológicos, mais alguns cursos até que o Sr. Bispo lhe achou preparado para o sacerdócio.

    Agora esta prestes a receber um enorme rebanho, uma responsabilidade que o assusta mais, desafios é o que sempre deve e sempre os enfrentou-os, pois acreditava que Deus sempre o ajudaria.

    - Padre Paulo? Padre Paulo? – chamava o velho sacerdote

    - Sim – viajei um pouco agora para o passado - riu sem jeito.

             - Estas se sentindo bem?

             - Claro, pode continuar.

    - Pois bem. Fale-me de sua família filho?

    - Minha família foi uma benção de Deus na minha vida. Meu pai e minha já são falecidos, sou filho único, por isso padre minha família agora é a Santa Igreja Católica – Mentiu o jovem sacerdote.

    - Que bom meu filho, pois a família é base da nossa vida. De minha família só vive eu, mas apesar dos meus anos vividos ainda sinto saudade de mamãe e de papai, eles são os exemplos de vida pra mim.

    - Compreendo, meus queridos pais são o sustentáculos da minha vida também. Eles também fazem muita falta na minha vida – mentiu o padre, olhando o imenso relógio na parede, Pe Roque notou e disse:

    - Muito bem filho já é tarde, vamos dormir. Vamos rezar os salmos?

    - Sim. Só vou a cozinha tomar um pouco d’água. Já o encontro na capela.

    Padre Roque muito satisfeito com seu sucessor, assentiu com um suave acena com a cabeça.

    Após a oração que não passou de 30 minutos, Padre Paulo Henrique foi para seu quarto muito preocupado. Trancou a porta com chave e começou a bater suavemente a cabeça na parede:

    - Meu Deus me ajude, me ajude nesta nova fase tão importante na minha vida, que meu maldito passado não volte a me atormentar.

     

    Escrito por Josue da Silva às 10h13
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    V Capítulo (parte6)

     

    ASSASSINATOS EM PÔR-DO-SOL

     

    V CAPÍTULO

     

     

    6º parte

     

     

     


     

    Ficou por uns instante divagando com a cabeça na porta, depois começou a se despir, tinha um corpo esbelto, como sempre fez musculação na seminário isso lhe rendeu um corpo invejado por muitos, porém a beleza de seu corpo era ofuscadas por cicatrizes espalhadas nas suas costas e no seu peito, umas pequenas outras grandes, conscientemente ele não lembrava como conseguiu aquelas cicatrizas, quando alguém perguntava ele sempre dizia que sempre curtiu esportes radicais, e isso são as conseqüências.

    Completamente nu, dirigiu-se para o banheiro e deixou a água quente percorrer todo seu corpo, isso era muito prazeroso, com os olhos fechados ele se deliciava. Depois desligou o chuveiro pegou uma tolha branca e começou a se secar derrepente  vê sua imagem  embaçada refletida  no espelho, pára por um instantes e o contempla:

    - Amanhã será um novo dia.

    Veste uma cueca samba canção azul escuro e vai direto pra cama e logo adormece pensando em sua nova casa.

     

     

    Escrito por Josue da Silva às 10h08
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    V Capítulo (parte 7)

     

    ASSASSINATOS EM PÔR-DO-SOL

     

    V CAPÍTULO

     


     

     

    7º parte

      

    Já passava das 6 horas da manhã, na casa de Madame Sandra Regina, era fim de noite, as cadeiras já estavam em cima das mesas e os últimos clientes já estava se retirando. A proprietária muito satisfeita àquela noite teve um movimento muito bom, enquanto fechava o caixa escutou dois carros chegarem em alta velocidade na seqüência repetidas batidas de portas.

    - Mas quem será essa hora?

    Derrepente quatro homens entram estabelecimento a dentro.

    - Ola senhores o que desejam? – perguntou a madame Caminhando em direção aos homens.

    - Todos as putas vão pra aquele canto agora? - Ordenou um homem barbudo fumando um enorme baseado.

    - Quem é você e pare de dar ordens em minha casa, ponha-se daqui pra fora, antes que eu chame a policia – disse assumindo uma expressão seria.

    O grandalhão sorriu ironicamente, num movimento rápido e preciso tirou uma pistola automática da cintura e disparou várias vezes contra as garrafas de bebidas expostas em prateleiras.

    Com os barulhos dos tiros, houve um pânico total na sala as meninas começaram a chorar, e a gritarem, mas Madame Sandra Regina permaneceu estática o tempo todo.

    - Cala a boca, puta chefe, e faça que eu mando, que ninguém aqui vai se ferir – aproximando-se mais da madame gritou – vão para aquele maldito canto agora – e deu mais dois tiros na TV que estava ligada em cima do balcão onde servia bebidas, mais gritaria das mulheres se ouvia.

    Vendo a gravidade do caso. Madame já assumindo um apostara de medo disse  com a voz tremula ainda com o rosto próximo ao do homem barbudo.

    - O que vocês querem não temos dinheiro... - sem esperar o homem desencilhou um tapa tão forte que a madame foi ao chão desacordada.

    - Não queremos dinheiro, que nos mandou aqui já nos deu o suficiente, com sinal, outro com estatura baixa mais muito forte pegou a madame pelo braço e puxou até o canto da salão onde todas as outras correram envolta dela, voltando a lucidez sentada no chão toda despenteada disse:

    - Meninas façam o que eles querem – disse numa voz baixa e tremula – todas obedeceram, estavam chocadas de medo, o pânico aumentou quando dois homens com tacos de beisebol nas mãos e dois homens com machados entraram. As meninas começaram a chorar, madame Sandra Regina tentava abraçar a todas como um galinha abraça seus pintainhos.

    - Fique calma meninas, não vamos reagir, não podemos.

    - Pessoal façam o serviço, quebrem tudo, não deixe nada de pé nessa pocilga.

    Assim fizeram. Quebraram tudo, destruíram sofás, mesas e cadeiras a machadadas, quebraram vidraças, o homem com o machado se encarregou de danificar o máximo que pode as paredes do salão, o outro foi para a cozinha e começou a bater na porta da geladeira e dos frízeres quebrando todas as bebidas que estavam no seu interior, as caixas de som novas, foram, completamente destruídas.

    Quando deram por satisfeitos, o homem barbudo dito chefe, foi até as mulheres com a automática em punho, pegou a madame pelos cabelos e colocou a arma no meio de sua testa e disse entre os choros histéricos da mulheres.

    - Escuta cona velha, bem que poderia estourar seus miolos, mas, por sorte não recebi essa ordem, mas poderei fazer isso se continuar se intrometendo na vida do delegado Dr. Torrez de Mello, sua vida será bem mais curta, você me entendeu? Fale alto velha cona!

    - Sim entendi – disse em meios as lágrimas

    - Ótimo, vamos rapazes nosso serviço esta completo.

    Os destruidores foram e deixaram a destruição. Livre do perigo as garotas se levantaram e chorando abraçava a madame Sandra Regina , quem tentava em vão conter as lagrimas.

    - Mas porque fizeram isso? - perguntou Cristina em prantos

    - Nada, meninas apenas denunciei o delegado. A policia esta toda conrropida, o silêncio deve reinar entre nós – disse com um grande suspiro.

    - A vida é assim mesmo, nunca temos direito a nada... Mas não vamos ficar lamentando. Garças a Deus todas estão bem, resta a nós recomeçar tudo de novo, amanha de manhã vamos começar a limpeza do nosso lar.

    Enquanto completava seu estabelecimento destruído, no pensamento madame tramava,“o delegado pagará por isso, a vingança é um prato que se come frio, muito frio, gelado, o tempo dele vai chegar.”

    - vamos meninas, vamos dormir, esqueçam essa noite, amanha será um novo dia.

    Em breve o VI capítulo...

     

     

    Escrito por Josue da Silva às 10h02
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    Terça-feira , 17 de Fevereiro de 2009


    IV Capítulo

     

     

    ASSASSINATOS EM PÔR-DO-SOL


    IV CAPÍTULO


     


     

     

    Sou Paulo Henrique Valim, o novo padre de Pôr-do-SoL.

     

    Depois de quase duas horas, a missa chegou ao fim. O sermão do padre foi muito elogiado, todos diziam “é um homem santo, quanta sabedoria...”

    D. Regiane avistou ao fundo da igreja, rezando de joelhos aos pés de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a simpática senhora que a encantou.

    - D. Jove, tudo bem? – cumprimentou-a com um beijo – vi a senhora sozinha na missa, Seu Ricardo não veio?

    - Ele não está bem, filha – disse, com lágrimas nos olhos, se levantando com dificuldade – penso que não seja nada grave, mas pela idade dele, me preocupa.

    - Mas o que aconteceu? Perguntou D. Regiane, assumindo uma postura séria e preocupada.

    - Ele passou mal essa noite, reclamava de falta de ar e de dor no peito. De manhã, quando saí de casa, ele estava bem – e pegando no braço de Regiane, disse – se não for incômodo, já vou, não quero deixá-lo por muito tempo sozinho, e hoje o padre estava inspirado no sermão – sorriu – prolongou bem a missa.

    - Claro, pode ir sim, também já estou indo – e, pegando nas duas mãos da simpática senhora, disse – olhe, se precisar de alguma coisa por favor me procure.

    - Muita gentileza da sua parte, Deus a dê muitas bênçãos. Muito obrigado. – nisso chegaram próximos à conversa os dois filhos de D. Regiane, que logo são apresentados.

    - Muito prazer. Nossa, que rapazes bonitos a Senhora tem – elogiou rindo – vocês gostam de bolo de fubá com amendoim?

    - Adoramos – responderam.

    - Muito bem. Se quiserem, vão lá em casa hoje à tarde, vou preparar um especial pra vocês.

    - Ah! D. Jove, sempre tão simpática. Vão estar livres hoje à tarde, meninos? – assentimento geral – ótimo, iremos sim, D. Jove, e aproveitaremos para visitar Seu Ricardo.

    - Estarei esperando por vocês, até mais. – despediu-se a velha senhora.

    A família Torrez de Mello deixou a igreja e, enquanto se dirigiam para casa, foram interceptados por Vinicius. Daniel levou uns 10 segundos para reconhecê-lo, e apresentou então o jovem a sua mãe e irmão.

    - Gostaram da missa? – perguntou, a fim de puxar assunto, enquanto que ao mesmo tempo se perguntava “o que estou fazendo?”.

    - Ah sim, adorei, apesar da idade o padre Roque fez uma ótima celebração – disse D. Regiane – Vinicius, passa lá em casa qualquer dia.

    - Com certeza, assim que tiver um tempinho faço uma visita sim.

    - Vou esperar. Agora tenho que ir, vou preparar o almoço. Vem também, filho? – perguntou para Marcos, que distraidamente olhava para algumas crianças brincando de amarelinha na praça da igreja.

    - Sim, mãe, vou sim.

    Daniel preferiu ficar e conversar mais. Vinicius não estava muito afim, mas o rapaz veio a seu encontro ficaria chato sair, depois que sua mãe e seu irmão se distanciaram, Vinicius disse:

    - Muito simpática sua família.

    - Calma, meu jovem, você ainda não conheceu o Dr. Torrez de Mello. E, por falar nisso, hoje completaram 15 anos que o seu pai faleceu?

    - Sim – respondeu Vinicius, meio entristecido.

    - Pena que não tenho a mesma sorte que a sua. – disse de supetão. Na hora tentou corrigir a frase, mas Vinicius o interrompeu.

    - Pra mim não foi sorte perder meu pai... Mas fica tranqüilo, compreendi sua frase – explicou, enquanto apanhava uma bola velha de capotão e a jogava para um grupo de uns cinco adolescentes que brincavam bem no meio da rua.

    - Valeu ae, Vini! – gritou um deles

     Continua...

     

    Escrito por Josue da Silva às 11h58
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    IV Capítulo (parte 2)

     

     

    ASSASSINATOS EM PÔR-DO-SOL


    IV CAPÍTULO

    2º parte

     

    Vinicius apenas fez um aceno com a mão. O sol de julho estava amarelo e quente, tiveram que continuar a caminhada por baixo das árvores.

    - Qual o problema que você tem com seu pai? – perguntou Vinicius, limpando o suor com um lenço verde-claro.

    - Eu não tenho nenhum, quem tem é ele comigo. Meu pai serviu o exercito, foi policial e hoje é delegado. Foi criado num regime de autoritarismo, só aprendeu a mandar e todos têm que obedecer. Mandou meu irmão ser juiz, marcos foi e se deu bem, ele gosta destas burocracias. Me mandou ir para o exercito, disse não. Agora me odeia, acha que sou inútil – de repente seus olhos começaram a ficar marejados – mas tá bom, não quero falar de meu pai.

    - Claro, como quiser...

    - Já foi comer o lanche do Zé Louco?

    - Lanche do Zé Louco? – repetiu rindo – não.

    - Tem que conhecer, é o melhor da cidade. Vai estar livre hoje à noite?

    - Sim, só à tarde tenho compromisso.

    - Vamos à lanchonete? – Daniel praticamente o intimou, parando numa encruzilhada.

    - Demorou!

    - Beleza! Vamos nos encontrar na praça da igreja mesmo, tá bom pra você?

    - Combinado, pra mim tá ótimo.

    - Bom, eu vou pra cá.

    - E eu pro lado oposto, pra lá.

    Despediram-se apertando as mãos.

    Vinicius foi em direção a sua casa com uma certa felicidade, com uma alegria estranha no seu coração. Ele não sabia o que era, só sabia que era muito bom.

    O astro rei brilhava forte e imponente. No céu nenhuma nuvem, o azul celeste enchia os olhos, na imensidão vários pássaros voavam pra lá e pra cá, crianças em círculos brincavam, gritavam e algumas pulavam. Por causa do calor, algumas senhoras de mais idade com seus vestidos floridos se sentavam nas calçadas embaixo dos imensos flamboyant. De vez em quando passavam os sorveteiros com suas buzinas estridentes; os cachorros passeavam feito gente, uns nas calçadas, outros nas ruas. Era um dia típico de cidade pequena, a cidade que aos poucos vinha deixando de ser. O que diferenciava o domingo dos outros dias era apenas a santa missa. Domingo sem missa, semana sem domingo; dizia o povo de Pôr-do-Sol.

    Com a temperatura bem mais amena que a da manhã, o azul do céu se transformara num branco lindo e encantador, as nuvens faziam vários desenhos. No caminho para a casa de seu Ricardo, Marcos Antonio e Daniel iam brincando de adivinhar qual a forma que elas formavam na imensidão celestial.

    A família dos Andes acolheu com muito carinho seus convidados. D. Regiane, que já conhecia seu anfitrião, notou claramente que não estava bem.

    Conversaram um pouco de tudo enquanto saboreavam o bolo feito por D. Jove. Marcos contava sobre sua faculdade, Daniel sobre suas pinturas, D. Regiane sobre as causas sociais que sempre incentivou quando  morava em Florestal.

    Depois foram todos passear na tão famosa horta de seu Ricardo. O pé de jabuticaba estava carregado, Daniel nunca tinha visto algo parecido, comeram jabuticaba a vontade. Como da outra vez, levaram para casa verduras, legumes, frutas, fizeram a feira. Na despedida, Seu Ricardo, já bem indisposto, disse:

    - D. Regiane, volte sempre. Seus filhos são jovens e divertidos, lembram muito minha filha. Uma pena ainda não ter chegado de férias.

    - Filha? – perguntou Daniel, surpreso.

    - Sim, temos uma filha – completou D. Jove – vou pegar uma foto  pra vocês verem.

    Passados alguns minutos D. Jove volta com o imenso quadro da filha de 23 anos e o exibe, orgulhosa, para os visitantes. Daniel a achou muito bonita, mas Marcos a achou belíssima. Aqueles olhos verdes penetrantes, os cabelos cacheados, de uma cor magnífica. Era a garota mais linda que já tinha visto.

    - Nossa, a filha de vocês é muito bonita – disse Marcos, olhando o quadro. Seus olhos brilhavam.

    - Bom, agora temos que ir, não vai demorar muito pra escurecer – disse D. Regiane, olhando o céu.

    Despediram-se, deixando no portão da velha casa os velhinhos mais simpáticos de Pôr-do-Sol. Eles ainda não sabem, mas essa seria a última vez que veriam Seu Ricardo dos Andes.

     

      CONTINUA...

     

    Escrito por Josue da Silva às 11h54
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    IV Capítulo (parte 3)

     

     

    ASSASSINATOS EM PÔR-DO-SOL

    IV CAPÍTULo

     

    3º. Parte

     

     

    A noite já tinha chegado e com ela uma brisa um tanto fria. Lá no céu negro como o breu, a lua minguante tentava se destacar entre as nuvens que insistiam em cobri-la.

    Na casa de Ana Ferreira Baldochi, a guerra estava para começar: Fernanda saíra por volta das 15 horas da tarde e até o presente momento ainda não tinha chegado. Sua mãe estava com os nervos à flor da pele. Indo pela décima vez à janela do sobrado, disse olhando a rua escura e fria:

    - Meu Cristo Rei, onde essa menina se enfiou? Já são quase 20 horas.

    - Calma mãe, hoje é domingo... Ela deve estar conversando com as amigas, já, ela vem. – tentava Vinicius acalmar sua mãe.

    - Mas porque não me avisa o que custa? – quando D. Ana ia saindo da janela avistou sua filha Fernanda vindo tranquilamente em direção a sua casa. – olha lá, a desmiolada. Meu Deus, quando essa menina vai tomar juízo?

    - Mãe, pega leve com ela, por favor.

    Nisso entra Fernanda pela porta, visivelmente exausta.

    - Onde você estava menina? - perguntou D. Ana, muito séria.

    -Ah! Mãe, por favor! Estava na praça da lagoa com alguns amigos. – disse caminhando para seu quarto.

    -Fernanda? Venha aqui! Não me dê às costas! – mas que nada, sua filha nem deu ouvidos, foi direto para o quarto.

    -Veja filho, que petulância dessa menina!

    -Deixa ela, mãe!

    -Não, filho, não posso. Ela é menor de idade, é meu dever cuidar dela. Eu vou tomar banho, estou cansada. – disse com um suspiro profundo.

    No quarto, Fernanda se despia, com cuidado. Ainda sentia muita dor em todo seu corpo, aquilo lhe trazia uma satisfação que homem nenhum lhe poderia proporcionar. Tirando sua blusa, sua calça, ficou apenas de lingerie em frente ao imenso espelho do seu quarda-roupas, e contemplava com orgulho as marcas espalhadas em seu corpo. Havia cortes, unhadas, várias marcas de queimadura de cigarros e vários vergões em todo seu corpo. Abrindo os braços ela sentia dor, como era bom, ela respirava fundo e sentia seu corpo dolorido, e isso lhe causava momentos de pura alegria e prazer. Tirando seu lingerie, caminhou para o banheiro, e aumentando a temperatura do chuveiro deixou a água quente molhar todo seu corpo. Isso lhe provocava mais dor, como gostava dessa sensação. Ainda molhada, foi para cama de casal, com um sorriso de satisfação no rosto, e adormeceu pensando na tarde maravilhosa que teve, junto com Aldo.

    A noite estava bem diferente do dia: estava fria e as nuvens haviam vencido a lua, tornando a noite escura e gelada. Passava um pouco das 20h30 quando Vinicius chegou à praça da igreja. Lá já estava Daniel, com um lindo, sobretudo marrom escuro e uma boina do tipo italiana. Quando Vinícius o avistou disse rindo:

    - Nossa você sabe se vestir, tá parecendo Don Vito Corleone. – riram os dois.

    -Vamos? Estou morrendo de fome e tô louco pra conhecer o lanche do Zé Louco. – disse Daniel.

    -Vamos, por aqui.

    -Gente, que clima é esse? Hoje de manhã aquele calor, e agora esse frio? – disse Daniel, esfregando as mãos.

    -Isso não é nada, comece a se acostumar com Pôr-do-Sol.

    Chegando à lanchonete, Daniel ficou surpreso com a simplicidade do lugar. Acostumado a comer sempre no Mcdonald`s, para ele foi uma diferença e tanto.

    Pediram o lanche especialidade da casa, o Big louco. Daniel não gostou muito, mas disse ao recente amigo que de fato, era mesmo muito gostoso. Enquanto comiam, conversavam sobre pinturas, sobre o crescimento da cidade, sobre a família e até sobre política. Quando se deram conta. Estavam eles sozinhos na lanchonete.

    - Nossa, o tempo voa, já é quase meia noite. – disse Vinicius olhando o relógio - melhor irmos, querem fechar... Pode deixar hoje pago tudo, da próxima você paga – disse a Daniel, que já estava tirando a carteira.

    Caminhando de volta pra casa, Daniel disse:

    - Olha, gostei muito da sua companhia, gosto de conversar com pessoas inteligentes.

    - Que é isso, cara, você também é bem legal, gostei também – disse Vinicius meio sem jeito.

    Chegaram na mesma encruzilhada de cedo e se despediram. Vinicius foi pra um lado Daniel foi para o outro. Este foi tranqüilo pra casa, mas o outro foi com algumas dúvidas: o sentimento que sentira o estava deixando confuso, o que será isso, perguntava a si mesmo. Chegando ao portão lateral de sua casa, enquanto procurava a chave certa para abrir a porta, pensou, "amanhã preciso procurar o Padre Roque".

     Continua...

     

     

     

     

    Escrito por Josue da Silva às 11h02
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    IV Capítulo (parte 4)

     

     

    ASSASSINATOS EM PÔR-DO-SOL


    IV CAPÍTULO

     

    4º. Parte

     

     

     

     

     

     

     

     

    Em mais um dia o sol nasceu em Pôr-do-Sol, mas com certeza nesse dia ninguém o veria. O dia estava desagradável, o céu estava cinzento e feio, mas isso não impedia que seus habitantes voltassem à vida normal. O jornaleiro entregava o jornal, as crianças iam para as escolas meio sonolentas, os estabelecimentos comerciais iam se abrindo, tudo ia voltando ao normal.

    Quando já se passavam das 10 horas, um jovem rapaz adentrou o estabelecimento de D. Ana ferreira. Era um rapaz bonito, devia ter pouco mais de 25 anos, olhos e cabelos pretos como carvão. Usava um discreto óculo social, tinha uma pele branca e bem cuidada, e na sua mão direita uma aliança de ouro que brilhava chamando a atenção de todos. Chegando ao balcão onde estava D. Ana, ela já foi dizendo:

    -Pois não? – deu uma olhada nas bolsas que o jovem trazia e disse – se deseja fazer tratamento de pulmão e precisa de hospedagem, o aconselho ir...

    -Não, minha senhora – interrompeu o estranho, com uma voz calma e cativante – estou procurando a paróquia Cristo Rei e a pessoa do Pe. Roque Zimmermann.

    -Ah, sim! E você, quem é? – perguntou D. Ana

    -Desculpe, nem me apresentei. Meu nome é Paulo Henrique Valim. Sou o novo padre de Pôr-do-Sol.

    -Oh! Meu Deus! O senhor é o novo padre? – perguntou espantada.

    -Sim.

    -M-m-m-mas o senhor é tão jovem! Quantos anos têm como padre?

    -3 meses – respondeu calmamente o sacerdote.

    -Mas o Sr. não usa aquele colarinho branco?

    -O clégima? Não gosto, aquilo me enforca. A Sra. Poderia me dizer onde fica a paróquia?

    -Mas claro. Aldo, Aldo? – gritava olhando para a despensa do mercado – o rapaz veio meio assustado – leve o Pe. Paulo Henrique até a igreja.

    -Que legal, o Sr. vai ser o nosso novo padre? – perguntou Aldo, ajudando-o com as malas – ambos saem em direção à paróquia Cristo Rei.

    Marcos desce as escadas com algumas sacolas e pergunta algo para a mãe. Esta não responde, estava hipnotizada. Assustado, seu filho chega a balançá-la para que ela volte a si.

    - O que aconteceu mãe, a Sra. esta bem?

    - Claro que estou filho. Estou só assustada... Tá vendo aquele jovem indo lá na frente com o Aldo?

    - Sim.

    - É nosso novo padre. Acredita? – disse com certo desprezo na voz.

    -Nossa, é jovem.

    -Jovem? É uma criança, meu filho. Vai ser o fim de nossa cidade! Como podem ordenar crianças?

    -Por que, mãe? Qual o problema dele ser jovem?

    -Vinicius, pelo amor de Deus, ninguém respeita padre novo. O povo vai pintar e bordar escreve isso que estou lhe falando.

    De repente entra D. Catarina correndo.

    -D. Ana, pelo amor de deus, corre na casa do Seu Ricardo! Ele esta tendo fortes convulsões, o homem tá roxo, não tá conseguindo respirar, corre lá. - disse a mulher, chorando.

    -Vinicius, pede pra Fernanda ficar aqui no mercado, pegue o carro e vá rápido pra casa do Seu Ricardo, vou indo a pé - ordenou D. Ana, arrancando com toda força um avental que trazia.

    Vinicius saiu cantando os pneus, com seu Santana, em direção à casa de D. Jove. Em sua mente, lembrava do velho Ricardo, seu coração doía e torcia para que não fosse nada grave. Infelizmente, Vinicius estava errado.

    Em frente à igreja, Pe. Paulo Henrique contemplava a estrutura. Era muito bonita, a praça era bem cuidada e limpa. Ele gostou do que viu, agradeceu a Aldo, e entrou em seu novo lar.

     

     

    Aguardo os comentários, em breve o V Capítulo

    Josué da Silva

    Escrito por Josue da Silva às 10h55
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